
Imagem: Caio Falcão / Náutico
A percepção dos atletas e da torcida sobre a evolução do Náutico após a chegada do técnico Gilson Kleina é ratificada pelos números. Com ele, o Timbu tem aproveitamento semelhante ao líder da Série B do Campeonato Brasileiro, o Paraná (66%). Em cinco jogos sob novo comando, venceu três, empatou um e perdeu outro.
Antes do técnico, a equipe tinha feito apenas dois gols. Média de 0,5. Ocupava a 16ª posição, com apenas três pontos. Depois, balançou as redes 10 vezes (dois por compromisso). Está em nono, com 13 pontos. Três a menos que o primeiro integrante do G4, Chapecoense (4º, com 16). Justamente o adversário desta sexta (18), às 21h30, nos Aflitos, pela 10ª rodada do torneio. Hora de engatar um triunfo para que as primeiras boas impressões permaneçam.
Curiosamente, esse será o primeiro jogo entre as equipes na história. Em compensação, será o terceiro encontro entre os treinadores do Náutico, Gilson Kleina, e da Chapecoense, Umberto Louzer. Nos outros dois, o atual comandante alvirrubro levou a melhor.
Os duelos foram pela Série B 2019. Kleina ganhou por 2x1, quando estava no Criciúma, e por 1x0, pela Ponte Preta. Em ambos os casos, Louzer estava no Coritiba.
O treinador ganhou nesta semana os retornos de um quarteto que estava treinando em separado, após “furar” o isolamento social para participar de um evento com aglomeração. Os zagueiros Camutanga e Diego Silva, além dos atacantes Kieza e Thiago só voltaram aos trabalhos após testarem negativo para a Covid-19.
Camutanga, porém, não estará em campo, já que cumpre o segundo jogo de suspensão por conta da expulsão perante o Juventude. A zaga alvirrubra será mantida com Fernando Lombardi e Rafael Ribeiro. Já Kieza, que não joga desde o início de agosto após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda, deve ficar como opção no banco de reservas.
Um dos trunfos dos pernambucanos para conseguir o resultado positivo pode ser a repetição do time titular, algo que ainda não aconteceu na temporada.
“É muito importante repetir o time porque isso dá sequência, conseguindo entrosamento, com trabalho coletivo forte. Os atletas começam a entender como o outro pensa, o melhor movimento, as características. Tem jogador que gosta de receber a bola no espaço, outro no pé, uns com enfrentamento, outros com jogo apoiado”, afirmou.
FONTE: FOLHA PE