Publicada em 21/09/2020 às 09h16.
No Santa Cruz, lesões viram obstáculo para definir titulares
Perto de completar metade da trajetória no Grupo A da Série C, Tricolor não repetiu time titular nenhuma vez.

Imagem: Paullo Almeida / Folha de Pernambuco 


O calendário do futebol brasileiro foi readequado para manobrar as datas sem jogos entre março e agosto, fruto da paralisação ocasionada pela pandemia da Covid-19. A Série C é uma exceção no ritmo frenético observado nas principais divisões, em razão do amplo espaçamento entre um jogo e outro na fase de grupos. No Santa Cruz, porém, o descanso praticamente não prevalece diante do pesadelo no aspecto clínico que atormenta as estratégias do Tricolor.


Antes de enfrentar o Manaus, no último sábado, o departamento médico do clube acumulava cinco jogadores por problemas físicos. Outro desfalque na partida era Bileu, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Também havia Chiquinho, mas ele foi vetado antes de o jogo começar por apresentar dores na parte posterior da coxa. O técnico Marcelo Martelotte repetiu o sistema de jogo aplicado em sua estreia, com três defensores, mas a escalação estava longe de ser a mesma.


Comparando o jogo contra o Remo e o que foi disputado na Arena da Amazônia, o treinador só usou Bileu e Chiquinho nos 11 iniciais. Reproduzir o mesmo time é uma façanha desconhecida para Martelotte em suas primeiras semanas no Arruda, mas o quadro é agravado quando se estende até o antecessor Itamar Schulle.


O ex-treinador coral também não foi capaz de repetir os titulares, o que intensifica as interrogações sobre o time titular do Santa na Série C. Até a sétima rodada, 20 jogadores diferentes começaram a partida ao menos uma vez pela Cobra Coral.


Na reta final da partida, Maycon Cleiton sentiu desconforto na lombar e pediu para sair, mas a cota máxima de mudanças já havia sido atingida. Antes disso, os meias Tinga e Jeremias foram substituídos por lesão.


O arqueiro é um dos poucos titulares na ponta da língua do torcedor tricolor. Isso porque esteve em todos os 30 jogos da temporada até então, mas vira dúvida para enfrentar a Jacuipense, na próxima segunda-feira (28). Em contrapartida, o volante Paulinho e o atacante Pipico devem ser liberados para iniciar a transição física nesta segunda ou terça-feira.


O técnico tricolor comentou o cenário do DM em coletiva de imprensa, após o empate com o Manaus no sábado.


“Esse foi um ano atípico, que houve uma interrupção no meio da temporada por mais de três meses, então a gente já esperava que fosse uma volta mais difícil pra muitos jogadores. De uma maneira geral, minha preocupação é sempre com os jogadores que estão disponíveis. O departamento (médico) está trabalhando pra devolver os jogadores (lesionados) aos treinamentos. Apesar de todas essas ausências, entendo que a gente esteja jogando em um nível bom”, apontou.


FONTE: FOLHA PE 

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