Publicada em 06/01/2023 às 08h35.
Essas foi uma das promessas de campanha de Lula.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), o benefício extra de R$ 150 por criança de até seis anos do Bolsa
Família pode demorar até 90 dias para começar a ser pago. De acordo com o
governo, primeiro será necessário reavaliar a situação das pessoas cadastradas
no programa para só então liberar os recursos.
O benefício extra foi inserido após as eleições nas discussões da emenda
constitucional que ampliou o teto de gastos e liberou recursos fora do limite
constitucional para atender a demandas sociais e outras necessidades observadas
pelo novo governo.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome,
Wellington Dias (PT), afirmou que a revisão do Cadastro Único, a base de dados
sobre beneficiários do Auxílio Brasil, que o governo já chama de Bolsa Família,
deve ser concluída em até três meses.
A atualização do cadastro, destacou, é essencial para liberação do benefício
adicional de R$ 150. "É preciso ter um sinal técnico para termos segurança
[para esse pagamento]", disse Dias nesta quinta-feira (5), durante a posse
da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
"O coração do governo é cuidar dos mais pobres, cuidar das necessidades
nas mais diversas áreas. Da fome, num primeiro momento, mas também das outras
necessidades", disse o ministro em conversa com jornalistas.
"E o cérebro para orientar não só o Ministério do Desenvolvimento Social,
mas todas as áreas, é o cadastro único.
O ministro já anunciou que a pasta fará uma reformulação do programa
assistencial, e que a atualização do cadastro é uma prioridade para assegurar
que o benefício seja mantido par aqueles que de fato se enquadram nos
critérios. Segundo Dias, algumas pessoas recebem o benefício indevidamente.
O próprio governo Jair Bolsonaro (PL) projetou o bloqueio de pagamentos a mais
de 2,5 milhões de contemplados por identificar irregularidades.
No entanto, até a conclusão do novo desenho, o governo Lula vai manter os
pagamentos nos moldes atuais.
Dias reforçou que o governo precisa de segurança e eficiência para garantir o
Bolsa Família, e que esses itens passam obrigatoriamente pela revisão do
cadastro.
"O que posso afirmar é que o cadastro único está desatualizado, tem hoje
uma insegurança para lidar com ele, e a orientação do presidente é que façamos
uma atualização do cadastro", afirmou o ministro.
"Há uma decisão judicial, uma recomendação do Ministério Público para que
trabalhemos inicialmente com uma perspectiva de 90 dias. Estamos agora com as
equipes técnicas debruçadas nas alternativas exatamente para trabalharmos no
menor prazo possível.
Dias também destacou que a reformulação do programa inclui fazer um processo de
reintegração de prefeituras, estados e entidades para recuperar toda a rede de
assistência social que foi fragmentada durante a gestão bolsonarista.
O ministro ainda afirmou que não há uma definição de como proceder com os
beneficiários do Bolsa Família que utilizaram o empréstimo consignado, mas têm
dificuldade de quitar as parcelas. Uma alternativa seria liberar a sua
participação no Desenrola, o programa de renegociação de dividas anunciado pelo
Ministério da Fazenda para famílias e pequenas empresas com dificuldades
financeiras.
Essa modalidade de empréstimo, adotada majoritariamente pela Caixa, foi
suspensa pela Justiça no final do ano passado, mas muitos beneficiários
chegaram a contratar o financiamento.
"O grupo de trabalho tem que tratar sobre isso, porque o Auxílio Brasil
envolve bancos e decisões judiciais", disse Dias.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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