Publicada em 16/01/2023 às 11h50.
Zolpidem é o nome de um dos medicamentos hipnóticos indicados para insônia cujas vendas explodiram no Brasil nos últimos anos. Segundo a Anvisa, entre 2019 e 2021, elas cresceram 73% para a versão de 5mg, a mesmo que Matias tomou.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
Um vídeo postado numa rede social no final de dezembro
fez soar um alerta entre os amigos de Matias (nome fictício). Era o registro de
um inusitado passeio na chuva pela orla do Rio de Janeiro, narrado com uma voz
estranhamente embargada.
"Eu tomei um zolpidem de tarde porque estava muito ansioso e queria
dormir, mas fiquei mexendo no celular, e essa é a última lembrança que eu tenho
daquele dia", conta à reportagem o estudante de administração de 22 anos,
que foi resgatado por um amigo e levado para casa.
Zolpidem é o nome de um dos medicamentos hipnóticos indicados para insônia
cujas vendas explodiram no Brasil nos últimos anos. Segundo a Anvisa, entre
2019 e 2021, elas cresceram 73% para a versão de 5mg, a mesmo que Matias tomou.
Esses remédios são conhecidos como drogas Z, em razão dos nomes que as
substâncias receberam: zolpidem, zopiclona (ou eszopiclona) e zaleplona.
Ingeridos durante qualquer atividade, promovem estados dissociados, como
confusão e sonambulismo, o que coloca a pessoa em risco. E geram dependência
quando usados durante longos períodos.
As redes sociais estão repletas de relatos de pessoas que, sob o efeito de
zolpidem, fizeram compras extravagantes para muito além de seus recursos, deram
declarações desconexas ou embaraçosas e agiram de maneira confusa ou mesmo
violenta.
"As parassonias, comportamentos não desejáveis durante o sono, são um
efeito colateral importante do uso de drogas Z", explica a médica
neurofisiologista Letícia Azevedo Soster, especialista em medicina do sono e coordenadora
da pós-graduação em sono do Hospital Israelita Albert Einstein.
"Tem histórias de pessoas que se machucaram, que compraram coisas e que
agrediram outras pessoas, com implicações forenses. É bastante perigoso",
alerta.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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