
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Diário de Pernambuco.
O avião, um ATR 72 bimotor da empresa nepalesa Yeti
Airlines com 68 passageiros e quatro tripulantes a bordo, caiu em um precipício
perto do aeroporto de Pokhara (centro), porta de entrada para alpinistas do
mundo todo.
Todos os ocupantes do avião morreram, conforme as
autoridades. Entre eles, havia seis crianças e 15 estrangeiros, identificados
como cinco cidadãos indianos, quatro russos, dois coreanos, uma argentina, um
australiano, um irlandês e um francês.
Desde o acidente, as equipes de resgate trabalham sem
trégua para recuperar os restos mortais das vítimas entre os fragmentos do
avião, a fuselagem e os assentos incinerados no fundo do precipício, a cerca de
300 metros de profundidade.
Até esta terça-feira, 70 corpos dos 72 foram recuperados,
disse o policial AK Chhetri à AFP.
"Encontramos um corpo ontem à noite. Mas eram três
pedaços. Não temos certeza se são três corpos, ou apenas um. Isso será
confirmado mais tarde com um teste de DNA", explicou.
"As buscas pelos corpos desaparecidos foram
retomadas. Hoje (terça-feira), mobilizamos quatro drones para isso e ampliamos
o raio de busca para três quilômetros, em vez de dois", acrescentou.
Pelo menos dez corpos foram transportados em um caminhão
do Exército do hospital Pokhara para o aeroporto, para serem transferidos para
a capital, Katmandu. Três foram devolvidos às suas famílias em Pokhara, e outros
seriam transferidos durante o dia.
Famílias em luto
"Deus tirou uma pessoa tão boa de nós",
lamentou Raj Dhungana, tio da passageira Sangita Shahi, de 23 anos, do lado de
fora do hospital de Pokhara.
Procedente de Katmandu, o ATR 72 caiu pouco antes das 11h
locais (2h15 no horário de Brasília) de domingo (15) perto do aeroporto de
Pokhara, a segunda maior cidade do Nepal.
Ainda não se sabe a causa do acidente, mas um vídeo
divulgado nas redes sociais – apurado por um parceiro da AFP – mostrou como o
avião girou bruscamente para a esquerda, ao se aproximar do aeródromo, enquanto
se ouvia uma forte explosão.
As caixas-pretas do navio ainda não foram encontradas.
Segundo a agência Press Trust of India (PTI), a piloto, Anju Khatiwada, entrou na aviação civil nepalesa após a morte do marido em um acidente com um pequeno avião de passageiros em 2006.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.