
Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Diário de Pernambuco.
Divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Governo de
Pernambuco, os relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e o Resumido de Execução
Orçamentária (RREO), referentes ao fechamento das contas no exercício de 2022,
apontaram um déficit primário de R$ 567 milhões no estado.
De acordo com os dados prévios obtidos pela gestão de
Raquel Lyra, o governo Paulo Câmara teria deixado para a nova gestão uma
disponibilidade líquida de R$ 395 milhões. Desse total, R$ 303 milhões já
estavam comprometidos com despesas contratadas: transferências aos municípios
de ICMS e do Fundeb e pagamento da dívida. Do montante livre em caixa, restaram
apenas R$ 92 milhões na primeira semana.
Em relação a 2022, Pernambuco registrou um resultado
orçamentário com déficit de R$ 27 milhões. Em relação ao resultado primário,
que exclui receitas e despesas relacionadas à dívida, o déficit foi de R$ 567
milhões. No último ano, enquanto a receita cresceu 16,2% (incremento de R$ 7,15
bilhões), a despesa aumentou em um ritmo ainda maior (21,7%, R$ 9,18 bilhões),
inviabilizando o equilíbrio fiscal.
De acordo com o secretário da Fazenda, Wilson José de
Paula, o resultado recebido trará consequências para o desempenho do estado.
"O quadro apresentado gerará impacto no selo Capag, mas a gestão da
governadora Raquel Lyra já está tomando as medidas necessárias para retomar o
equilíbrio fiscal do estado", explicou.
GESTÃO PAULO CÂMARA
Ainda durante o período de transição do governo, a atual
vice-governadora Priscila Krause, apresentou um balanço que apontava um aumento
de despesas acima da inflação em 2022 no estado. Além disso, foi constatada uma
"subestimação de despesas futuras".
Na ocasião, a informação foi rebatida pelo então secretário da Fazenda, Décio Padilha. “Dos meus 29 anos de carreira como auditor fiscal eu posso registrar que o estado de Pernambuco nunca esteve em uma condição tão boa”, informou na ocasião ao declarar que o estado possuía R$ 2,9 bilhões em caixa. Além disso, o gestor garantiu que a partir de 1º de janeiro a gestão Raquel Lyra teria R$ 3,4 bilhões para aplicar em investimentos.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.