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O
governo federal se comprometeu a enviar, nesta quarta-feira (24), à Câmara dos
Deputados, um projeto de lei (PL) para aumentar o limite de faturamento dos
microempreendedores individuais (MEIs), atualmente fixado em R$ 81 mil de
receita anual, ou R$ 6.750 ao mês.
A
medida deve ainda elevar o limite de contratados pelo MEI para, pelo menos,
dois funcionários. Hoje, o limite é de um funcionário com carteira assinada. O
ministro das relações institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo
está em processo de construção da proposta de mudanças para os MEIs.
“Será
encaminhado ao Congresso [projeto] alterando o limite do MEI que vai beneficiar
os microempreendedores de todo o país. Será uma conquista enorme para os
pequenos empreendedores”, disse, em rede social.
O
governo tem argumentado que o teto do MEI está sem reajuste há anos, o que
prejudica o desenvolvimento dos negócios. O último reajuste ocorreu em janeiro
de 2018. Nesta terça-feira (23) Guimarães se reuniu com o presidente da Câmara,
Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para
discutir a tramitação da matéria.
Motta
afirmou que o texto deve ser discutido em comissão especial antes de seguir ao
plenário. Segundo ele, o texto do Executivo chega à Casa amanhã. “Estamos buscando
um texto que garanta o equilíbrio fiscal e atenda a necessidade dos
microempreendedores”, disse.
Os
trabalhadores autônomos que conseguem se enquadrar nos limites de faturamento
do MEI tem vantagens em relação a tributos e encargos previdenciários. Se o
faturamento superar o teto atual de R$ 81 mil anual, o autônomo passa a ser
enquadrado como microempresário (ME), sendo tributado pelo regime do Simples
Nacional.
Comissão
da Câmara
Na
Câmara, já há uma comissão especial que discute o Projeto de Lei Complementar
(PLP) 108 de 2021, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), já aprovado
no Senado.
O projeto propõe aumentar o teto de receita do MEI para R$ 130 mil, além de prever mudanças no regime do Simples Nacional.
PEC da 6x1
A proposta de
reenquadramentos dos MEIs ganhou força durante a tramitação, na Câmara, da
proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a
jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais.
Como a PEC 221 de 2019 reduz
a jornada de trabalhadores, as lideranças partidárias e do governo passaram a
articular mudanças no MEI para permitir mais contratações nesse regime
tributário simplificado.
Aprovada na Câmara dia 27 de maio, a PEC do fim da 6x1 segue travada no Senado pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.