Publicada em 06/02/2023 às 09h13.
A medida integra a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, que será lançada nesta segunda (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva / Reprodução: Notícias ao Minuto.
O governo federal vai liberar R$ 200 milhões a partir
deste mês para apoiar estados e municípios na redução da fila de cirurgias,
exames e consultas no SUS (Sistema Único de Saúde). A intenção é incentivar a
organização de mutirões em todo o país para desafogar a demanda represada.
A medida integra a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias
Eletivas, que será lançada nesta segunda (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Ao todo serão destinados R$ 600 milhões para essa medida. O restante, cerca de
R$ 400 milhões, será repassado de acordo com a produção apresentada de
cirurgias realizadas, principalmente abdominais, ortopédicas e oftalmológicas.
O programa é uma das prioridades do governo para reduzir a espera de pacientes
por procedimentos que ficaram represados, principalmente, durante a pandemia da
Covid-19.
A ação ainda prevê estratégias para garantir equipes cirúrgicas completas e
melhorar o fluxo de atendimento em todo o Brasil.
Cada estado poderá estabelecer as cirurgias prioritárias, de acordo com a
realidade local. A segunda fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de
2023, inclui exames diagnósticos e consultas especializadas, com foco em
tratamentos oncológicos.
Segundo o Ministério da Saúde, os critérios e detalhes para o repasse dos
valores aos fundos estados e municipais de saúde serão publicados em portaria.
Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda
local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de
redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Estados e
municípios devem apresentar o quantitativo de procedimentos realizados e
dimensionar a redução.
Em reunião com conselhos de secretários estaduais e municipais no final do mês
de janeiro, o ministério afirmou que faltam informações sobre os procedimentos
acumulados.
"É um mistério completo, às vezes, ter esse número das filas. Queremos
conhecer a fila", disse o secretário de Atenção Especializada do
Ministério da Saúde, Helvécio Miranda.
"Diria que é possível que a fila ultrapasse mais de um ou dois milhões de
pessoas. Não são cirurgias de urgência, mas não podem ser programadas para
daqui a dois, três, cinco anos", afirmou Miranda.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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