Publicada em 09/02/2023 às 11h01.
Patrimônio Cultura, o Frevo é celebrado neste 9 de fevereiro.

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Folha-PE.
Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem", já
escrevia o mestre Capiba, em referência a este ritmo que embala a Folia de Momo
e dá orgulho ao gentílico desta Terra de Altos Coqueiros.
Quem nunca subiu as ladeiras de Olinda ao som dos clarins
de momo e o povo aclamando o esplendor do seu magnífico Carnaval? Ou brincou
nas troças dos blocos líricos do Recife? O frevo que embala as marchinhas fazem
parte não mais apenas do período carnavalesco, mas do cotidiano cultural desse
povo.
Mais pernambucano não há
O mesmo frevo que aclamou nomes como Nelson Ferreira, Getúlio Cavalcanti,
Claudionor Germano, Nena Queiroga, Alceu Valença, Maestros Spok e Forró e
Formiga, entre tantos outros, continua vivo e mantendo suas tradições. Um ritmo
tão pernambucano como este não há,
o frevo imponente dá ao Estado, queiram ou não queiram os juízes, o melhor
Carnaval desse nosso Brasil.
Celebrado nacionalmente no dia 14 de setembro, o frevo é
grande demais para apenas um dia, e Pernambuco o celebra neste 9 de fevereiro,
data em que o ritmo foi citado pela primeira vez na imprensa, no ano de 1907,
no extinto Jornal Pequeno.
Não parando por aí, em 2012, foi a vez da Unesco entregar o ritmo de DNA
genuinamente local, o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Hoje, é dia de celebrá-lo, dia de exaltar nossa cultura, dia de vivenciar a
dança “que vai e que vem”. Hoje é dia do frevo, meu bem.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.
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