Publicada em 13/02/2023 às 11h34.
As medidas ocorrem após os ataques golpistas do último domingo (8).

Imagem meramente ilustrativa / Reprodução: Notícias ao Minuto.
O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) deve aumentar
o efetivo de agentes que atuam na proteção do Palácio do Planalto. De acordo
com pessoas que acompanham o tema, a pasta comandada pelo general Gonçalves
Dias também deve comprar e modernizar câmeras de vigilância, adquirindo
inclusive aparelhos com reconhecimento facial.
As medidas ocorrem após os ataques golpistas do último domingo (8).
O GSI e Gonçalves Dias viraram alvo de críticas de integrantes do governo Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), que apontaram inação do órgão diante do vandalismo
de bolsonaristas.
Aliados do presidente se queixaram da morosidade do GSI ante à ameaça de
invasão ao Palácio do Planalto, que acabou consumada.
Diante da invasão e do fogo amigo contra Gonçalves Dias, um novo protocolo foi
estabelecido. Nesta quarta-feira (11), em que havia expectativa de um novo
protesto bolsonarista, a Esplanada dos Ministérios foi fechada e o Planalto
teve soldados de prontidão cercando o local.
Cabe ao CMP (Comando Militar do Planalto), ligado ao Exército, realizar a
segurança dos prédios da Presidência. Há dois batalhões disponíveis em Brasília
e outros no entorno, que podem ser acionados a depender da demanda.
No Palácio do Planalto, as câmeras de segurança precisam ser modernizadas,
segundo pessoas com conhecimento do assunto. De acordo com auxiliares do GSI,
já havia um plano de mudá-las, que agora será acelerado.
No domingo, os manifestantes golpistas quebraram diversas câmeras. As que
ficaram preservadas foram enviadas para perícia da Polícia Federal no mesmo
dia.
O ministro Flávio Dino (Justiça) disse nesta semana que
foram abertos três inquéritos na PF para apurar o episódio de vandalismo contra
as sedes dos Três Poderes. Haverá uma investigação para o Planalto, uma para o
Congresso e outra para o STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação no GSI é de que houve um conjunto de erros em várias instâncias.
Aliados de Gonçalves Dias rebatem as críticas e dizem que não é justo
responsabilizar apenas a pasta. Interlocutores do general dizem que estavam
trabalhando sob uma diferente expectativa de ameaça e que não foi cumprido o
acordo original com a Polícia Militar do DF para os protestos de domingo.
O discurso de culpar a PM está em consonância com o que têm dito outros
integrantes do primeiro escalão do governo Lula.
De acordo com integrantes do governo federal, a Polícia Militar do Distrito
Federal não realizou os bloqueios que deveria, no começo da Esplanada. Isso
permitiu que os manifestantes entrassem nos prédios, que não estavam com
contingente preparado para esse tipo de ameaça.
No total, foram 1.843 pessoas detidas no acampamento no Quartel-General do
Exército na segunda (9). Destes, 1.159 foram encaminhadas para a prisão e
outras 684, a maioria mulheres, crianças e idosos, foram liberadas por ordem do
ministro Alexandre de Moraes.
Na noite de domingo, o presidente Lula editou um decreto para intervenção na
segurança pública do DF. A Força Nacional recebeu um adicional de 611
profissionais de outros estados e tem feito a proteção da região da Praça dos
Três Poderes e da Esplanada.
Conhecido por sua discrição, Gonçalves Dias é próximo a Lula, foi responsável
pela segurança do petista em seus dois mandatos na Presidência e chefiou a
Coordenadoria de Segurança Institucional no início do governo Dilma.
Já na transição, os petistas passaram a discutir mudanças no GSI, que antes
ficava sob o comando do general Augusto Heleno, um dos homens de confiança de
Bolsonaro.
Logo no primeiro dia de governo, a segurança aproximada presidencial foi
retirada do GSI e ficou com a Polícia Federal.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.
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