
Neste final de semana, uma chuva recorde atingiu a Baixada Santista o litoral norte de São Paulo, deixando um rastro de destruição e pelo menos 40 mortos até o momento. Em São Sebastião, a cidade mais castigada (39 das mortes foram lá), o volume de chuva que caiu em 24 horas foi mais que o dobro do esperado para o mês de fevereiro inteiro.
De acordo com dados da Defesa Civil, entre sábado (18) e domingo (19), choveu:
Bertioga: 683 mm (média de fevereiro: 347 mm)
São Sebastião: 627 mm (média de fevereiro: 303 mm)
Guarujá: 395 mm (média de fevereiro: 234 mm)
Ilhabela: 337 mm (média de fevereiro: 303 mm)
Ubatuba: 335 mm (média de fevereiro: 290 mm)
Caraguatatuba: 234 mm (média de fevereiro: 287 mm)
A forte chuva começou na noite de sábado, persistiu por toda madrugada, e só amenizou pela manhã. Foi decretado estado de calamidade pública nestes municípios.
No total, há quase 2.500 pessoas fora de casa (1.730 desalojadas e 766 desabrigadas) e cerca de 50 estão desaparecidas — deve haver mais vítimas sob escombros de casas que desmoronaram. A grande maioria se concentra em São Sebastião, na região da Barra do Sahy (36 mortos), que está está isolada devido aos bloqueios na rodovia. As praias de Juquehy, Camburi e Boiçucanga também foram bastante afetadas.
Estes índices pluviométricos são dos maiores já registrados no Brasil em um período tão curto e sem relação com um ciclone tropical.
Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), possuem estações de monitoramento de clima espalhadas pelo território brasileiro, principalmente em áreas com maiores riscos de desastres, como alagamentos e deslizamentos. Nelas, há instrumentos capazes de prever e acompanhar em tempo real os fenômenos naturais, como chuvas, ventos e outras mudanças climáticas. Entre eles, estão os pluviômetros, que medem quanta chuva caiu em determinado local com precisão milimétrica.
Esse monitoramento é essencial para evitar ou diminuir os efeitos de desastres naturais. É possível prever transbordamentos de rios e enchentes com certa antecedência, de acordo com a chuva que está sendo registrada e alterações meteorológicas, como a chegada de frentes frias.