MPT visita granja onde dois trabalhadores foram
encontrados em situações análogas à escravidão. Foto: Polícia Civil / Reprodução: G1
Uma equipe de fiscais do Ministério Público do Trabalho de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, visitaram nesta quinta-feira (16) a granja onde dois homens foram resgatados na quarta-feira (15) por equipes da Polícia Civil em situação análoga à escravidão.
De acordo com Francisco Reginaldo, Auditor Fiscal do MPT em Caruaru, o proprietário do local será multado e terá que pagar indenização aos dois funcionários, de 53 e 46 anos. Os valores devem ser calculados bom base no tempo em que os trabalhadores estavam na granja vivendo em situação análoga à escravidão. Também será pago por três meses o valor do seguro desemprego.
Durante a visita realizada nesta quinta-feira (16), também foi constatado pela Polícia Civil, que o trabalhador de 53 anos teria sido ameaçado de morte após o flagrante realizado na quarta-feira. O delegado responsável pelo caso, Humberto Pimentel, informou ao g1 que as investigações devem continuar até que o inquérito seja concluído.
Entenda o caso
Dois trabalhadores de 53 e 46 anos, que não tiveram o
nome divulgado pela Polícia Civil, foram encontrados em situação análoga à
escravidão no Sítio Gavião, zona rural da cidade de Frei
Miguelinho, Agreste de Pernambuco. O caso aconteceu na quarta-feira
(15). De acordo com o delegado Humberto Pimentel, responsável pelo caso, as
equipes chegaram até o local por meio de uma denúncia recebida pelo Disque 100.
Ao g1 o delegado informou, que o homem de 53 anos
aparenta ter transtornos mentais e morava no local de trabalho, que funciona em
uma granja. O delegado disse, que ele era proibido de sair do espaço, tendo em
vista que devia um valor ao proprietário. No quarto onde o trabalhador dormia e
se alimentava foram encontrados ratos e sujeira.
Já o segundo homem, de 43 anos, que segundo a Polícia
Civil, também foi encontrado em situação análoga à escravidão, passava alguns
dias no local morando e trabalhando, e tinha a permissão de voltar para casa,
que fica perto da granja. O delegado ainda disse ao g1, que o proprietário da
granja reside em São Paulo e que o gerente foi autuado em flagrante pelo crime
previsto no artigo 149.
FONTE: G1.