
Médico
urologista Dimas Antunes – Foto: Alexandre
Aroeira/Folha-PE.
Entre as disfunções sexuais masculinas mais comuns está a ejaculação precoce. Podendo atingir homens de todas as idades, o percentual de jovens com o problema torna seu alcance amplo na população. Em todo o Brasil, cerca de 30% dos homens têm esse distúrbio.
“A ejaculação precoce é a disfunção sexual mais comum, porque ela também atinge os pacientes mais jovens. É um fenômeno onde o paciente apresenta dificuldade de retardar a ejaculação”, explicou de início o médico urologista do Hospital Jayme da Fonte, Dimas Antunes, antes de classificar os três cenários em que ela pode se apresentar.
“O primeiro é quando há uma latência ejaculatória curta,
é aquele paciente que tem um tempo entre a penetração e a ejaculação muito
rápido, algo entre um e dois minutos. O segundo critério é a dificuldade de
retardar, segurar e ter controle. Já o terceiro critério, é o incômodo, seja
pessoal ou interpessoal, quando o paciente tem dificuldade de arranjar um
relacionamento ou de manter um por causa desse problema”, explicou.
Assim como outras disfunções de ordem sexual, a ejaculação precoce pode acontecer por fatores do corpo e da mente. Problemas financeiros, inclusive, estão entre os "gatilhos". “As disfunções sexuais podem advir de problemas de ordem orgânica, quando existe algum problema do maquinário, no caso de disfunção erétil, do maquinário da ereção; e de ordem psicológica, desde um problema de relacionamento, de orientação sexal ou financeiro”, disse.
Urologista Dimas Antunes elenca formas possíveis para tratar a ejaculação precoce
Pela imposição social da necessidade de um desempenho sexual satisfatório, o transtorno de ansiedade pode servir de potencializador para a ejaculação precoce. Além do acompanhamento do urologista, um monitoramento psicológico também é indicado em alguns casos.
Também por conta disso, uma das formas mais tradicionais de tratar a ejaculação precoce acontece através de medicações que combatem males como a ansiedade e a depressão.
“São as medicações chamadas inibidores seletivos dos receptores de serotonina. Surgiram para tratar depressão e transtorno de ansiedade, e depois descobriu-se um suposto efeito colateral de retardar o tempo ejaculatório. Não foram desenhadas para o tratamento de ejaculação precoce. Ou seja, são medicações usadas fora da bula”, afirmou.
O único remédio específico para o tratamento desse problema só poderia ser encontrado no Brasil por meio de farmácias de manipulação. Mas essa realidade mudou há menos de um mês. “Em março deste ano chegou aqui no Brasil a medicação oficial para o tratamento de ejaculação precoce. O nome da substância é dapoxetina”, disse.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR.