Familiares de Patrícia protestam em frente ao Fórum / Reprodução: G1.
Começou nesta segunda (10) o julgamento de Guilherme José de Lira Santos. Ele é acusado de jogar o carro em uma árvore para matar a ex-esposa, a engenheira Patrícia Santos, no Recife, em 2018.
Guilherme José de Lira responde por feminicídio, que é tipificado quando a mulher é morta por uma questão de gênero, e outros crimes.
No início da manhã desta segunda, parentes e amigos de patrícia foram para o fórum pedir justiça. Eles levaram faixas e cartazes.
Inicialmente, o júri estava marcado para 20 de março, mas foi remarcado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Por meio de nota, o TJPE disse que o motivo da remarcação foi que uma das testemunhas não poderia comparecer na data original, por motivos de saúde. Além disso, outra estava fora do estado.
Guilherme está preso desde o dia 15 de março, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo TJPE.
Ele tinha sido preso pela primeira vez em 2019, logo após o crime, mas teve relaxamento de prisão e foi solto. Desde então, respondia em liberdade, usando tornozeleira eletrônica.
Relembre o caso
A colisão aconteceu na Rua João Fernandes Vieira, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, no dia 5 de novembro de 2018.
Segundo a acusação, ele provocou a batida porque não aceitava o fim do relacionamento com a engenheira Patrícia.
De acordo com a Polícia Civil, foi comprovado durante a perícia que o acusado acelerou o carro e jogou o veículo em direção a uma árvore, sem ter acionado os freios. Patrícia morreu no local.
Além de feminicídio, Guilherme também reponde por homicídio qualificado por motivo fútil mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.
FONTE: G1.