
Vítima, Dávine Muniz Cordeiro / Reprodução: Diário de Pernambuco.
Um suporte para os pais, uma inspiração para o irmão e
uma parceira para os amigos. Estas são características marcantes da professora
de inglês Dávine Muniz Cordeiro, de 34 anos, que sofreu um acidente, após uma
cadeira do brinquedo Wave Swinger se desprender no Mirabilandia, em Olinda, na
sexta-feira (21).
Dávine está em coma induzido na UTI do Hospital da
Restauração (HR), no Recife, em estado grave. Tornou-se um símbolo de
força e esperança para os familiares e amigos, que aguardam sua transferência
para um hospital particular do Recife.
A professora de inglês mora com os pais e serve como
suporte desde que o irmão mais velho se mudou para João Pessoa, na Paraíba.
Dávine estava acostumada com uma rotina de trabalho intensa, trabalhando todos
os dias em uma escola de língua inglesa, e dividia o dia a dia com os pais,
amigos e dois cachorros de estimação.
Segundo o irmão de Dávine, ela sempre conseguia forças
para sair dos momentos difíceis. “Talvez, por ela ser uma pessoa que nunca foi
de se limitar aos objetivos. Ela já passou por vários momentos complicados e,
mesmo assim, sempre conseguiu se sobressair”, completa.
Ele relata que quando recebeu a notícia do acidente,
estava em João Pessoa e não conseguiu acreditar, de imediato.
“A pessoa fica meio que sem acreditar, porque essas
coisas bem atípicas a gente vê muito acontecer, mas a gente nunca espera que
seja com a gente. Estamos tentando suportar ao máximo a dor. Sigo tentando dar
forças aqui para os meus pais, que já têm um pouco mais de idade. Uma notícia
como essa pode impactar significativamente no emocional e no psicológico
deles”, disse.
Dávine tem como uma de suas amigas mais próximas Lorrayne
Ferreira. Elas se conheceram na escola onde Dávine trabalha e costumam sair juntas
para ir ao cinema e shows.
“A gente se identifica muito uma com a outra por
gostarmos praticamente das mesmas coisas. Os laços de amizade se estreitaram
por sermos pessoas criativas e por sermos parceiras de projetos pedagógicos”,
afirma Lorrayne.
A amiga fazia companhia a Dávine no dia do acidente no
Mirabilandia. As duas estavam aproveitando as férias da professora no dia do
ocorrido. Lorrayne disse que os primeiros momentos foram “os mais
aterrorizantes” da vida dela e que saiu com a amiga “em cima de uma maca, sem
saber se ela iria resistir ao trauma sofrido no acidente.
O que me mantém forte agora são os amigos, a família dela e a esperança de que minha amiga volte para nós. Eu só vou sossegar quando ela estiver bem”.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.