Publicada em 30/06/2026 às 11h15.
Mais de 58 mil edifícios danificados ou destruídos por terremotos na Venezuela
Pelo menos 1.700 pessoas morreram e dezenas de milhares continuam desaparecidas após dois potentes tremores consecutivos, de 7,2 e 7,5 graus de magnitude

Foto: Divulgação.    


 Mais de 58.000 edifícios provavelmente foram danificados ou destruídos pelos terremotos que abalaram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Nasa (agência espacial dos Estados Unidos).


Pelo menos 1.700 pessoas morreram e dezenas de milhares continuam desaparecidas após dois potentes tremores consecutivos, de 7,2 e 7,5 graus de magnitude, registrados na semana passada, os mais fortes no país sul-americano em mais de um século.


“É provável que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a região afetada”, afirmam na avaliação os pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual de Oregon.



Foto: Divulgação.  


 Os cientistas analisaram imagens de radar de alta resolução do satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), registradas em 25 de junho, um dia após os terremotos.


"Esta é uma avaliação preliminar e rápida. Reflete uma mudança abrupta na superfície, consistente com danos", escreveram os pesquisadores. O número deve ser interpretado apenas como um indicador e não foi selecionado no campo.


O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou na segunda-feira que 855 infraestruturas sofreram danos, das quais 189 sofreram “desabamento total”.


A Nasa afirmou que seus satélites estavam “prestando apoio fundamental, captando imagens e dados para ajudar as equipes em campo a avaliar os resultados e orientar os esforços de resposta”.


A Marinha dos Estados Unidos fez novamente a operação, na segunda-feira (29), no porto de La Guaira, uma área mais devastada por dois terremotos, para acelerar a chegada de ajuda à medida que a Venezuela se despede de seus mortos.


Edifícios transformados em montanhas de escombros são alvos de operações das equipes de resgate e voluntários na esperança de encontrar sobreviventes, uma possibilidade remota cinco dias após uma tragédia.



FONTE: FOLHA PE.






             




                

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