Publicada em 27/09/2023 às 22h30.
Doença da urina preta: aumento no número de casos gera alerta no Amazonas
Desde janeiro, 86 registros suspeitos da doença de Haff foram notificados, sendo 49 classificados como compatíveis com o diagnóstico da doença

Consumo de peixes com toxinas pode causar a doença / Foto: Divulgação.    


A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVSAM) devido ao aumento de número de casos da doença de Haff, conhecida pelo sintoma da urina preta. Até o momento, 86 registros suspeitos da doença da urina preta foram notificados no estado, sendo 20 deles apontados apenas no mês de setembro.

A doença tem como principal característica o escurecimento da urina. A coloração se modifica por causa da rabdomiólise: lesões musculares que liberam substâncias tóxicas na corrente sanguínea.

 

Na última segunda-feira, o governo do estado divulgou que dos 86 casos notificados, 49 foram confirmados, 24 descartados e 13 em investigação. Os casos compatíveis correspondem a pessoas residentes em Itacoatiara (36), Manaus (7), Manacapuru (3), Parintins (2) e Nova Olinda do Norte (1). Até o momento, não há óbitos relacionados à doença.


Ainda de acordo com a FVS-AM, equipes compostas de integrantes de diversos órgãos, montaram uma força-tarefa para rastrear casos suspeitos nos municípios. Além disso, informou que "toda a rede de saúde, incluindo unidades privadas e públicas, da capital e interior, está orientada para realizar atendimento de casos suspeitos de rabdomiólise".


Popularmente conhecida como "doença da urina preta", ela pode ser causada por toxinas encontradas em peixes e crustáceos. Um estudo feito pela Fiocruz Bahia e publicado revista científica Lancet Regional Health – Américas e concluiu que as toxinas são provenientes de microalgas ingeridas pelos peixes e crustáceos e que ficam acumuladas nos seus corpos. O trabalho apontou que as toxinas suportam o calor do cozimento.


Além do consumo de peixes e crustáceos contaminados com toxinas, a rabdomiólise pode ser causada também traumatismos, atividades físicas excessivas, infecções, consumo de álcool e outras drogas.


Segundo a FVS, os sinais mais frequentes, entre os casos compatíveis da doença da urina preta, são:


Mialgia (dores musculares);

Mal-estar;

Náuseas;

Fraqueza muscular;

Dor abdominal;

Vômito;

Urina escura.


Nos últimos anos, surtos da doença da urina preta ocorreram no Amazonas, na Bahia e no Pará.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.



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