Complexo soma investimentos na ordem de 74,5 bilhões e projeta crescimento
Reprodução: Diário de Pernambuco.
A volta da competitividade é a expectativa do Porto de
Suape, maior atracador de Pernambuco, diante do anúncio recente de ampliação do
terminal e a chegada de novos investimentos.
Um ano após a retomada da autonomia portuária, anunciada
em outubro de 2022, o terminal ainda busca a solução de problemas antigos, que
perduraram durante os 10 anos da chamada Lei dos Portos, medida que tolheu sua
autogestão.
A esperança agora é pelo fim das distorções de mercado, a
exemplo da tarifa elevada, vista como uma das mais altas do país, realidade que
afugentou a comercialização e levou a perda de várias linhas.
No radar, ainda figura a realização de um concurso
público, no próximo ano, a fim de atrair mão de obra qualificada e alavancar
mais recursos.
No ranking atual, é o sexto porto público do Brasil em
movimentação de cargas. Para Guiot, a promessa é de ir além, com novas
conquistas.
"Sairemos das atuais 25 milhões de toneladas
movimentadas, anualmente, para 50 milhões de toneladas em menos de 10 anos.
Isso é um compromisso assumido", acrescenta.
"É garantia também da redução de custos",
assevera Márcio Guiot, lembrando a pedra no sapato enfrentada pela alta taxação
de cargas. Nesta terça-feira (17), ele participou do Encontro Nacional de
Autoridades Portuárias e Hidroviárias (ENAPH), que acontece em Brasília, ao
lado de gestores de outras unidades de grande capacidade, como o Porto de
Santos, em São Paulo; Paranaguá, no Paraná; Itajaí, em Santa Catarina, assim
como o de Manaus, no Amazonas, que vem passando por dificuldades em razão da
forte estiagem.
"Queremos renovar a nossa equipe técnica e trazer
expertises que hoje não temos em casa, a exemplo da transição energética, muito
em alta no nordeste", explicou.
Mais do que isso, atingem uma camada da população mais
difícil de ser inserida, em razão de uma escolaridade mais baixa. Temos hoje um
cenário de desocupação que, por exemplo, o Ceará conseguiu superar. Mas nós
ainda nos mantemos presos", explica.
"É notório que isto esteja acontecendo justamente no
momento em que a gente se agarra a uma promessa forte do ramal da ferrovia
Transnordestina. É um indicativo que Suape pode começar a ter um novo boom. A
chance de aproveitar todo nosso potencial logístico, com elos com mercados do
Nordeste e outros pontos do país, e também a proximidade para expandir a
navegação para a África e Europa", aponta Edgard, lembrando que o salto no
volume de operações também deve refletir nos custos e promover a sonhada redução
das tarifas atualmente praticadas no terminal.
"Ajudar a mobilidade urbana está aliado ao
escoamento da produção. Temos em nossa mira, por exemplo, a duplicação da
BR-423; a conclusão da BR-104, ligando Caruaru e Toritama; e a duplicação da
BR-232, de São Caetano até Serra Talhada", pontuou Costa.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.