
Depois de um cenário incerto sobre sair ou não do papel, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o crime ambiental da Braskem em Maceió (Alagoas) foi instalada nesta quarta-feira (13) no Senado Federal.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido por aclamação para presidir a CPI. No X (antigo Twitter), Aziz lembrou que a atuação mineradora da Braskem atingiu milhares de famílias em Maceió. O vice-presidente será da comissão será o senador Jorge Kajuru (PSB-GO).
“Além de investigar as responsabilidades, precisamos propor soluções para que isso não se repita nunca mais no Brasil”, afirmou Omar Azis.
O também senador Renan Calheiros (MDB-AL) elogiou a escolha de Aziz como presidente.
“(A escolha dos nomes) É a certeza de que nós vamos ter uma investigação, haja o que houver, doa a quem doer. A situação de Alagoas é absolutamente lamentável. Mais de 200 mil pessoas, de uma forma ou de outra, foram afastadas pelo crime ambiental da Braskem”, disse Calheiros.
A extração do mineral sal-gema pela Braskem ocorria desde os anos 1970 nos arredores da Lagoa Mundaú, na capital alagoana. Desde 2018, os bairros Pinheiro, Mutange, Bom Parto e outros, que ficam próximos às operações, têm sofrido danos estruturais em ruas e edifícios, com afundamento do solo e crateras.
Mais de 14 mil imóveis foram afetados e condenados, e os casos já forçaram a remoção de cerca de 55 mil pessoas da região. As atividades de extração foram encerradas em 2019, mas os danos podem levar anos para se estabilizarem.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) concluiu que a empresa petroquímica Braskem foi a responsável pelos danos ocorridos desde 2018.