Publicada em 21/12/2023 às 08h09.
TJPE abre portas para Instituto Banco Vermelho, de enfrentamento à violência contra mulher
Segundo dados do Anuário do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, a cada hora 26 mulheres são vítimas de violência no Brasil.

Banco do projeto instalado em frente ao Fórum Thomáz de Aquino Cyrillo Wanderley na tarde desta quarta-feira (20) - Foto: Walli Fontenele/Folha –PE.


O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) abriu as suas portas para o Instituto Banco Vermelho (@bancovermelho), na tarde desta quarta-feira (20), por meio da inauguração de um assento do projeto em frente ao Fórum Thomáz de Aquino Cyrillo Wanderley, localizado no bairro de Santo Antônio, na área central do Recife. 


Com a iniciativa, Pernambuco se torna protagonista de mais uma causa social no cenário da Justiça do Brasil.

 

Na parte interna do fórum, a campanha também se faz presente com a colocação de um tecido do Movimento Banco Vermelho em alguns assentos das 3ª e 4ª Varas do Tribunal do Júri da Capital, como forma simbólica de reforçar o objetivo da causa. Essas duas unidades são responsáveis por julgamentos de crimes dolosos contra a vida, a exemplo de feminicídios.


No acessório, estão quatro telefones que podem ser acionados em casos de violência. O da Polícia Militar, 190; da Central de Atendimento À Mulher, 180; da Ouvidoria da Mulher de Pernambuco, 0800 281 8187; e da Coordenadoria da Mulher do TJPE, (81) 31820857.


Antes de o banco ser inaugurado na calçada, estiveram reunidos para anunciar a novidade o presidente do TJPE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueirêdo; a coordenadora da Mulher do TJPE, desembargadora Daisy Andrade; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Paes Barreto; o coordenador Criminal do TJPE, desembargador Mauro Alencar; e o diretor-geral da Escola Judicial (Esmape), desembargador Francisco Bandeira de Mello.


Representando o Instituto Banco Vermelho, marcaram presença as diretoras Andrea Rodrigues e Paula Limongi.

 

Diretora do Banco Vermelho, Andrea Rodrigues ressalta a importância da implantação dos assentos onde casos de violência contra a mulher são julgados.


“Esse assento é muito representativo e simbólico, porque aqui acontecem julgamentos de crimes de feminicídio, e você ter um elemento de luta é imprescindível. É preciso lutar agora para a gente não ter que lutar por justiça. A prevenção é o caminho e essa casa está sendo a primeira do Brasil a receber, e isso é um passo muito importante, mostrando exatamente a nossa tendência do Recife e de Pernambuco em sempre ser primeiro lugar em resistência”, diz.


A iniciativa ter um banco como objeto central não é à toa. Entre as referências de inspiração para isso, está o educador e filósofo recifense Paulo Freire, tido como Patrono da Educação Brasileira. “Como fã absoluta de Paulo Freire, costumo dizer que ele ensinava através do cotidiano e das pessoas, e o banco está no cotidiano e no caminho.


Na praça, você vai se deparar com o banco e ele vai chamar atenção com a cor vermelha, que representa o sangue de mulheres que foi derramado em muitos feminicídios. Ele continua cumprindo a função dele, mas chama para ir além, levantar e agir”, projeta.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR.

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