Publicada em 12/01/2024 às 13h36.
Verão pode aumentar o risco de cálculo renal
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia demonstram que a incidência da doença nessa época aumenta, em média, 30% na comparação com outros períodos do ano

Verão pode aumentar o risco de cálculo renal / Foto meramente ilustrativa.


Chegou o verão, temporada de descanso e de viagens para muitas famílias brasileiras. Mas a mudança de hábitos alimentares por parte da grande maioria das pessoas, como o baixo consumo de água, maior ingestão de bebidas alcoólicas, de refrigerantes e consumo de comidas com alto teor de sal, é também motivo de alerta para um problema que afeta entre 10% a 12% da população adulta do país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia. Estamos falando dos cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. 


Conforme estudo da Sociedade Brasileira de Urologia, a incidência da doença no verão aumenta, em média, 30% na comparação com outros períodos do ano. Segundo explica o médico urologista Rodrigo Rosa Lima, que também é cirurgião robótico e especialista em Transplante Renal pela Universidade de Brasília, os cálculos renais surgem do excesso de cálcio e ácido úrico em excesso na urina, formando cristais nas vias urinárias e rins, que têm como uma das principais funções filtrar impurezas do sangue. "O calor excessivo e umidade reduzida, que contribuem para que o paciente perca mais líquido. A urina concentrada também favorece essa formação dos cálculos urinários", afirma Rodrigo Lima, ao explicar sobre outras causas para as pedras nos rins.


Ainda de acordo com o urologista, esse cálculo, algumas vezes pode se mover do rim para o canal ureter, que drena a urina até a bexiga. "Nesses casos o paciente apresenta a cólica renal aguda, quadro que costuma necessitar de analgesia venosa e atendimento de urgência. Além da dor intensa, o paciente pode sofrer com sudorese (suor excessivo), náuseas e vômitos", esclarece. 


Para evitar a incidência dos cálculos renais o médico Rodrigo Lima lista alguns hábitos simples, mas que fazem toda a diferença para evitar o problema: 


Beba água - Beba muita água todos os dias.  O recomendado é consumir 35 ml de água por cada quilograma de peso corporal. Ou seja, se uma pessoa adulta pesa 70 quilos, o ideal é que ela consuma 2 litros e 400 ml de água por dia. “Quanto mais água consumimos, mais diluímos os sais na urina, reduzindo risco de formação das pedras", orienta o médico.


Menos sódio - Reduza o consumo de sódio, ou sal. Evite a ingestão excessiva de alimentos que contenham alto teor de sódio, como enlatados, salgados industriais e refrigerantes, que apesar de doces têm alta quantidade de sal em sua composição. “O aumento do sal na urina favorece a formação dos cálculos", completa o especialista.


Consumo de proteínas - Outro cuidado a ser tomado é evitar o consumo excessivo de proteínas, como carnes e suplementos proteicos em pó. “As proteínas, em excesso, cristalizam mais na urina, aumentando a chance de surgir novas pedras", informa o médico.


Frutas cítricas - Insira o consumo maior de frutas cítricas na sua dieta, como laranja, limão, abacaxi, acerola, entre outras. “Esses alimentos são ricos em citrato, uma substância natural que reduz a agregação dos sais na urina", explica Rodrigo Lima.


FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.




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