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Segundo ataque de onça-parda, confirmado pela CPRH, no Sertão de Pernambuco / G1.
Nesta quinta-feira (18), a Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) informou que tomou conhecimento de outro incidente envolvendo uma onça-parda no Sertão de Pernambuco. Este caso foi confirmado após menos de uma semana do primeiro ataque registrado também no interior do estado, em Carnaubeira da Penha, no último sábado (13).
De acordo
com a CPRH, os dois casos ocorreram no Sertão em cidades que estão a cerca de
90 quilômetros de distância uma da outra e não devem ter ocorrido com o mesmo
indivíduo. A vítima atacada no último sábado (13), foi uma mulher, de 58 anos. A segunda não teve a identidade divulgada.
A agência
explicou que um dos motivos que pode estar favorecendo a aproximação das onças,
que são animais silvestres, com os humanos é o fato de que existe a prática da
caça de presas da onça-parda nas áreas onde esses animais vivem.
"O que
pode diminuir a ocorrência desses incidentes é que as pessoas não pratiquem
caça de animais silvestres nesses municípios. Recomendamos aos produtores
rurais que deixem os animais de criação guardados no período noturno, que é o
horário de caça da onça-parda, e isso evita ataques. Para as pessoas,
recomendamos que não tentem tirar foto, jogar pedras ou ir em direção ao
hospital porque os incidentes de onça-parda com humanos são raros e pontuais,
mas podem ocorrer", explica Joice Brito, Analista em Gestão Ambiental da
CPRH.
A CPRH
destacou que é contra a Lei agredir ou matar animais silvestres, como a
onça-parda. A orientação é sempre manter a distância dos animais e acionar as
autoridades responsáveis se for necessário.
"A
onça-parda é um animal silvestre, protegido por Lei. Essa Lei prevê que é crime
matar, caçar ou maltratar animal silvestre. Quem estiver cometendo esses crimes
responde criminalmente e administrativamente", alerta a analista.
Maria Inez
Freire Barros de Sá, de 58 anos, foi atacada por uma onça-parda no último
sábado (13), em Carnaubeira da
Penha, no Sertão. Maria Inez estava em uma plantação em Jacurutu, zona rural do
município. A agricultora disse que ia capinar para dar alimento a duas vacas e
dar água às cabras quando o ataque aconteceu.
"Ela voou na minha perna e ficou mordendo, rasgou minha
calça que era de malha. E eu voei nas goelas dela para tirar ela da minha perna
e ela mordeu muito a mão direita. Consegui apertar muito ela na garganta e
joguei ela para dentro do capim e corri para dentro de casa", disse Maria
Inez.
A agricultora disse ainda que o animal chegou a rosnar na direção dela quando conseguiu entrar em casa. Ela gritou, pediu ajuda e foi levada pelo filho ao hospital. Maria foi internada no Hospital Coronel Álvaro Ferraz, em Floresta, e em seguida foi transferida para o Hospital Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada, e voltou para o Hospital Coronel Álvaro, onde permanece internada.
FONTE: G1 CARUARU.