
Foto meramente ilustrativa / Divulgação.
A hanseníase é uma doença
infecto contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium, também conhecida como
bacilo de Hansen (em homenagem a Gerhard Hansen, médico e bacteriologista
norueguês que identificou em 1873 o bacilo causador da doença). Isso ocorre,
pois o bacilo se reproduz lentamente e o período médio de incubação e
aparecimento dos sinais da doença é de aproximadamente cinco anos. De acordo
com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o segundo
país no mundo em número de casos de hanseníase, com 28.660 casos, atrás apenas
da Índia, que possui mais de 120.334 casos.
Hoje, graças ao avanço da ciência, a hanseníase
tem cura. A Coordenadora do Curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera,
Claúdia Mara Mognato, assinala a importância de identificar os possíveis
sintomas, diagnosticar e tratar precocemente, pois o tratamento diminui o
número de bacilos infectantes rompendo assim a cadeia de transmissão com
consequente diminuição de novos casos, portanto a importância de se reconhecer
a doença. “A hanseníase não discrimina com base em gênero ou idade; qualquer
pessoa pode ser portadora do bacilo e, ao longo de sua vida, desenvolver a
doença. Essa condição é caracterizada por sua natureza infecciosa crônica, com
progressão gradual e potencial incapacitante, podendo levar a deformidades
frequentemente irreversíveis se não for tratada, perpetuando, desse modo, o
ciclo de transmissão.”, pontua.
Sinais e sintomas
A hanseníase é uma doença que acomete
principalmente a pele e os nervos e, geralmente deixando manchas aparentes na
pele avermelhadas, marrons, esbranquiçadas; além de manchas que não são
sensíveis ao toque. Caroços no corpo, dolorosos e inflamados, dores
articulares, inchaço nas mãos e pés também podem ser avisos da doença. Nos olhos,
queixas de ressecamento ocular são frequentes. Sintomas neurais, como sensação
de “formigamento” em braços e pernas devem ser sempre investigados. ?
Como a bactéria M. leprae se replica muito
lentamente, levando até anos, as lesões na pele podem não surgir rapidamente e
não ser o fator na identificação da doença.
Transmissão
A transmissão ocorre quando uma pessoa doente que
apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB) e que, estando sem
tratamento elimina bacilo por meio das vias respiratórias (secreções nasais,
tosses, espirros), podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis. Nem todos
desenvolvem a hanseníase, já que grande parte das pessoas apresenta capacidade
de defesa do organismo contra o bacilo. A pessoa com hanseníase deve manter o
convívio familiar e não precisa ser afastada do trabalho, em pouco tempo após o
início do tratamento a pessoa deixa de transmitir a doença, porém as pessoas
que moram na mesma casa devem ser examinadas e se não apresentarem a doença,
devem ser acompanhadas no mínimo por cinco anos.
Tratamento
O final do mês de janeiro marca o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase e um dos grandes desafios é o diagnóstico precoce e pronto tratamento, além do exame de todos os contatos intradomiciliares e informar que o diagnóstico e o tratamento são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Diante de qualquer dúvida mediante os sintomas já mencionados, é preciso buscar atendimento médico para investigar se há ou não a presença da patologia. O tratamento é ambulatorial, com doses mensais supervisionadas administradas na unidade de saúde e doses autoadministradas no domicílio por 6 a 12 anos.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.