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O leilão para a concessão tem prazo para ser realizado até o fim do ano / Foto: Compesa.
O Governo de
Pernambuco deverá promover no primeiro semestre deste ano audiências públicas para divulgar à população informações sobre a
modelagem de concessão administrativa da Companhia Pernambucana de Saneamento
(Compesa), desenvolvida por meio de estudos contratados com
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O leilão para a concessão da companhia tem prazo para ser realizado até o
fim deste ano, de acordo com o planejamento traçado pelo
Executivo para a iniciativa.
De acordo com a assessoria de imprensa da Compesa,
os estudos realizados pelo BNDES para concessão dos serviços da companhia ainda
não foram concluídos e envolvem a área de distribuição de água.
Em entrevista após entrega de Medalha do Mérito
Heroínas do Tejucupapo, em evento na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional
Pernambuco (OAB-PE), na quinta-feira (25), a governadora Raquel Lyra (PSDB),
afirmou que o novo modelo será debatido com a sociedade civil.
"Estamos discutindo para apresentar à
população junto com a modelagem do BNDES, em audiências públicas que devem
estar disponíveis para a população, que terá acesso a todas as informações. O
grande debate público será provavelmente a partir de março deste ano",
afirmou.
Metas
do Marco do Saneamento
O Governo do Estado optou por fazer a concessão administrativa da
empresa para que as metas do Marco Legal do Saneamento Básico sejam atingidas.
O marco prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033 e
viabiliza a injeção de mais investimentos privados no setor. Raquel Lyra
reiterou que a Compesa não será privatizada. "A opção que nós estamos
tomando é uma modelagem de uma concessão administrativa. É importante dizer que
não é privatização. É uma concessão administrativa. A Compesa permanece sendo
pública", enfatizou a governadora.
No Estado, dois milhões de pessoas não têm acesso à água e
Pernambuco tem o pior racionamento do Brasil, segundo a tucana. “A gente
tem uma baixíssima cobertura de tratamento de esgoto e ao longo das décadas
isso não evoluiu da forma que deveria. A gente duplicou, triplicou,
quadruplicou a população das cidades criando grandes gargalos que sofremos
todos os dias. E a população que mais sofre é aquela mais vulnerável”,
observou.
Para que o cenário mude, a gestora pontuou que está realizando um trabalho de
organização da Compesa. "Buscamos empréstimos, conseguimos negociar junto
ao Banco do Nordeste e junto a bancos internacionais. Esses empréstimos
servirão para voltarmos a ter capacidade de investimento na Compesa. Em março
do ano passado, a gente não tinha dinheiro para pagar a folha do pessoal."
Estudos
dirigidos pelo BNDES
Em maio de 2023, o Governo do Estado contratou o BNDES para realização de uma
análise de modelos de participação de investimentos privados em prol de
serviços de água e saneamento no Estado. A iniciativa visa à universalização do
acesso da população aos serviços de água e esgoto até 2033, alinhado ao Novo
Marco Legal do Saneamento Básico.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, no ano passado, o
presidente da Compesa, Alex Campos, pontuou que, quando os estudos fossem
finalizados e de conhecimento do governo estadual, o debate da concessão iria
vir à público para ser discutido com transparência. "Essa discussão vai
balizar decisões que vão ser tomadas em favor do resultado. O resultado é a
melhor entrega de serviço para a população", afirmou.
FONTE: FOLHA PE.