Publicada em 07/02/2024 às 21h06.
Daniel Alves nega estupro e diz que denunciante poderia ter saído 'a qualquer momento'
Julgamento tem fim nesta quinta-feira (8)

Daniel nega estupro e diz que denunciante poderia ter saído 'a qualquer momento' / Foto: Getty.


O ex-jogador brasileiro Daniel Alves negou nesta quarta-feira (7) ter estuprado uma mulher em uma boate em Barcelona e afirmou que a suposta vítima estava livre para ir embora "a qualquer momento", durante depoimento no último dia de seu julgamento pelo caso.


"Poderia sair a qualquer momento, não era obrigada a ficar lá", declarou Daniel sobre a denunciante, afirmando que não é "um homem violento", e respondendo somente à sua advogada durante um breve depoimento de 20 minutos.


"Em nenhum momento ela me disse nada", continuou o ex-jogador, de 40 anos, que está em prisão preventiva há mais de um ano.


O depoimento do brasileiro é mais um componente para as conclusões finais deste julgamento que atraiu grande atenção da mídia.


Acusado de ter estuprado uma jovem no banheiro de uma área reservada da boate Sutton de Barcelona na madrugada de 30 para 31 de dezembro de 2022, Daniel Alves mudou sua versão diversas vezes desde o início das investigações.


Depois de afirmar em um vídeo que enviou a um canal de televisão que não conhecia a denunciante, o ex-jogador da Seleção Brasileira admitiu que os dois tiveram relações, mas de maneira consensual, e que mentiu em um primeiro momento para tentar salvar seu casamento.


A sessão desta quarta-feira começou com o depoimento de especialistas que atenderam a suposta vítima, como uma psicóloga forense que considerou que a jovem apresentava sintomas de um "quadro pós-traumático" quando a examinou meses depois.


Também compareceram outros especialistas propostos pela defesa de Daniel Alves, que apontaram que seu estado de ansiedade posterior poderia derivar de outros fatores, como o impacto midiático do caso.


Para o Ministério Público da Espanha, os atos constituem o crime de "agressão sexual com penetração", por isso pede que o brasileiro seja condenado a nove anos prisão, além do pagamento de uma indenização de 150 mil euros (R$ 800 mil na cotação atual) para a mulher e mais 10 anos de liberdade condicional após o cumprimento da condenação.



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.





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