Publicada em 15/02/2024 às 11h41.
STF começa a decidir na sexta se mantém sigilo sobre vídeo de hostilidades a Moraes em Roma
O posicionamento dos demais ministros será decisivo para o futuro da investigação. Uma perícia privada no material é uma das últimas apostas da defesa para tentar evitar o indiciamento.

STF começa a decidir na sexta se mantém sigilo sobre vídeo de  Moraes / Foto: Getty.


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta semana se confirma ou não a decisão do ministro Dias Toffoli que negou compartilhar com a defesa dos empresários investigados por hostilidades e agressões ao ministro Alexandre de Moraes cópia das filmagens do aeroporto de Roma.


O posicionamento dos demais ministros será decisivo para o futuro da investigação. Uma perícia privada no material é uma das últimas apostas da defesa para tentar evitar o indiciamento.


A Polícia Federal (PF) analisou as imagens, compartilhadas por autoridades italianas, e concluiu que o empresário Roberto Mantovani "aparentemente" bateu com "hostilidade" no rosto do filho de Moraes. Também apontou que a mulher do empresário, Andreia Munarão, foi a responsável pelo início da confusão, o que desmonta a versão do casal.


Toffoli colocou a íntegra da gravação à disposição da defesa, mas negou a extração de cópias, ou seja, os advogados podem marcar um horário para ver a gravação no STF, mas não estão autorizados a levar consigo uma versão do vídeo.


O criminalista Ralph Tórtima Stettinger Filho, que lidera a defesa, insiste que a análise depende do acesso irrestrito ao material. O argumento é que um perito particular não teria condições adequadas para produzir seu relatório sem uma cópia do vídeo.


A gravação vem sendo mantida em sigilo. Toffoli alega que as imagens não serão divulgadas para preservar a "intimidade dos envolvidos e de terceiros que aparecem nas filmagens".


A Procuradoria-Geral da República (PGR) também vem questionando o sigilo às imagens. O órgão está na fila para obter uma cópia do vídeo. A PGR afirma que precisa do material para formar uma posição sobre o entrevero. A procuradora-geral da República Elizeta Paiva Ramos, que ocupou o cargo interinamente, chegou a criticar o que chamou de "privilégios".


Como mostrou o Estadão, a Assessoria Nacional de Perícia em Tecnologia da Informação e Comunicação e a Coordenadoria de Investigação em Evidências Digitais e Eletrônicas da Procuradoria-Geral da República afirmaram que a decisão de manter as filmagens em sigilo é "temerária", "desnecessária" e contraria boas práticas.


O documento afirma que a perícia nas imagens é uma atividade "sensível", que pode se estender por semanas, e que analistas e peritos não teriam os recursos necessários, como computadores de alta performance e softwares especializados, para analisar as imagens no STF, como sugeriu Toffoli.



FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO.




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