Publicada em 21/02/2024 às 23h30.
Caso Marcos Laurindo: PMs são condenados pelo assassinato do jovem; penas são de 19 e quatro anos
Decisão do júri foi tomada nesta quarta-feira (21) após dois dias de julgamento

Júri foi finalizado nesta quarta-feira (21) / Foto: Folha PE.


Iniciada no dia 17 de maio de 2013, a espera da família de Marcos Laurindo pela condenação dos policiais envolvidos na morte do jovem, assassinado dentro de casa, teve um desfecho nesta quarta-feira (21). Após passarem por júri popular, os PMs envolvidos no caso foram condenados

 

Responsável pelo disparo que vitimou de forma fatal o jovem de 21 anos, o policial Diogo Pereira de Barros, que chegou a afirmar que não se arrependia da atuação no caso, foi condenado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe por impor medo com uso de truculência, e não ter dado chance de defesa à vítima), fraude processual e posse ilegal de arma. 


Para ele, a sentença foi de 19 anos de reclusão inicialmente em regime fechado. O policial também deverá cumprir mais dois anos de detenção. Por determinação judicial, a pena deverá ser cumprida na penitenciária Barreto Campelo, no município de Itamaracá.


Já para o policial Paulo Sérgio da Silva, acusado de fraude processual e falso testemunho, a pena foi de quatro anos de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, e mais dois anos de detenção. Ambos poderão recorrer em liberdade.



Família recebeu a sentença com angústia / Foto: Folha PE. 


Apesar da condenação, a mãe de Marcos, Lúcia Conceição, aguarda pelo momento em que os policiais serão efetivamente presos.

“A minha esperança era de que ele saísse daqui já preso. Não queria que ele continuasse solto. Fico amedrontada, com medo do que ele pode fazer com a minha família”, afirmou.


Relembre o caso


Marcos Laurindo foi assassinado por Diogo na frente dos pais dentro da casa onde morava na comunidade Bola na Rede, no Recife. O jovem foi alvejado com um tiro no peito. Segundo os policiais, ele estaria armado e teria entrado em confronto com os agentes de segurança. Uma arma foi encontrada na residência.

 

No entanto, uma análise realizada pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social apontou que Diogo teria plantado a arma na cena do crime. Pelo fato, o PM foi expulso da corporação. Paulo Sérgio da Silva também respondeu a um processo administrativo por ter prestado depoimento confirmando a versão do colega de farda.



FONTE: FOLHA PE.












  

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