
Foto: Divulgação.
Morreu, nesse sábado (11), a mulher que
contraiu raiva humana. Ela estava internada em estado grave no Hospital
Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC/UPE), no Recife.
A morte ocorre após oito anos sem registro da doença no estado. A mulher, não
identificada, estava internada no Huoc desde o dia 31 de dezembro.
Ela foi mordida por um sagui
na mão esquerda, no dia 28 de novembro de 2024, em Santa Maria do Cambucá, no
Agreste. Segundo as investigações, o animal fugiu da mata após queimadas nos
dias anteriores à contaminação.
O que fazer em casos da doença
Em caso de agressão de animais
silvestres, a primeira medida de prevenção é procurar assistência médica para
que seja realizada a profilaxia. Após análise do profissional de saúde, será
indicada a aplicação de vacina e/ou soro.
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, com taxa de letalidade de 100%. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2024, foram registrados 48 casos de raiva humana no Brasil.
Desses, nove foram
causados por mordidas de cães, 24 por morcegos, seis por primatas não humanos,
dois por raposas, quatro por felinos e um por bovino.
TRANSMISSÃO – A raiva pode ser
transmitida ao ser humano através de mordedura, arranhadura ou lambedura de um
animal infectado.
SINTOMAS – Se o ser humano
tiver contato com o animal infectado (através de mordedura, arranhadura ou
lambedura), após o período de incubação, que varia entre 2 e 10 dias, pode
apresentar: mal-estar geral, pequeno aumento de temperatura, anorexia,
cefaleia, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude
e sensação de angústia.
DIAGNÓSTICO – Obrigatoriamente
por meio laboratorial pela utilização de técnicas diversas.
TRATAMENTO – A medida mais
eficaz é a prevenção, por meio da vacinação pré ou pós-exposição.
Profilaxia Antirrábica Humana – O Ministério da Saúde adquire e distribui os imunobiológicos necessários para a profilaxia da raiva humana no Brasil: vacina antirrábica humana de cultivo celular, soro antirrábico humano e imunoglobulina antirrábica humana.
FONTE: CBN RECIFE.