A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) discursou, há pouco, no Pátio do Carmo, área central do Recife. Em sua fala, a petista voltou a defender que há um golpe em curso, criticou seus opositores e disse, ainda, que eles defendem o impeachment como forma de estancar as investigações.
Dilma citou a gravação da conversa entre o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e do ex-ministro do Planejamento e senador Romero Jucá, cujo objetivo de derrubar o governo era para “impedir a sangria”. Ela disse, ainda, que a intenção do atual gestão é de “salvação da pele deles”.
“Eles falam que esse golpe não é golpe, que o impeachment está na Constituição. Está, sim. Mas eles não falam que para ter impeachment era preciso ter crime de responsabilidade. Como eu não tenho contas no exterior e nunca me aproveitei do dinheiro público em causa própria, eles inventaram quatro decretos de crédito suplementar”, disse.
A petista considerou que o “golpe é contra a Constituição”. Durante o ato, ouviu-se da público presente algumas palavras de ordem, a exemplo da manutenção de direitos adquiridos. “Nenhum direito a menos”, gritavam.
Dilma também disse esperar contar com os presentes na luta e afirmou, ainda, que não é necessário apoiar o seu governo, mas apoiar a democracia (Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco)
Dilma também disse esperar contar com os presentes na luta e afirmou, ainda, que não é necessário apoiar o seu governo, mas apoiar a democracia.
“Esses que falam em governo de salvação nacional estão querendo é salvar a própria pele. Eles não são capazes de reconstruir o sistema político democrático em nosso País. Para reconstruir é necessário que derrotemos esse processo de impeachment”, discursou, em seguida.
Dilma pediu para que o público cantasse "Madeira do Rosarinho" (Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco)
Pouco antes de se despedir dos presentes, Dilma afirmou estar feliz por estar no Recife e pediu para que o público cantasse uma canção conhecida dos socialistas pernambucanos – “Madeira do Rosarinho”. A música foi um hino das campanhas socialistas, a partir de 2006. Como não conhecia a letra por inteiro, passou o microfone para uma das participantes que acompanhava o ato no palco.
“Eu acho que essa música é muito forte. Eu sou madeira de lei que cupim não roi”, disse. Mais cedo, em ato na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a música foi entoada pelos presentes.
Folha Pe