Publicada em 20/06/2016 às 14h55.
PE inclui alterações neurológicas e visuais em novo protocolo sobre zika
Novo documento deixa de tratar microcefalia como único grande problema. Texto também trata de assistência a bebês e será publicado em 15 dias.

Pernambuco pretende divulgar seu terceiro protocolo sobre o vírus da zika nos próximos 15 dias. Tratando não só a microcefalia como sua maior consequência, o novo documento incluirá uma série de problemas associados a essa arbovirose como dificuldades visual e auditiva, além de alterações neurológicas. O "Protocolo Clínico e Epidemiológico da Síndrome do Zika Congênito" ainda definirá a rede de assistência a esses bebês.


As informações foram apresentadas nesta segunda-feira (20), durante um seminário realizado em um hotel em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Participam do encontro, que vai até terça-feira (21), representantes da  Secretaria Estadual de Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde.


O objetivo do evento é atualizar os profissionais das redes municipais e estadual sobre a situação da microcefalia e da zika no Brasil e no mundo. No encontro, será possível compartilhar experiências eficazes no combate ao Aedes aegypti.


O diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, ressaltou a ideia do seminário e do novo protocolo. Segundo ele, houve redução nos casos de zika em gestantes também nos casos de microcefalia. Por isso, o mais importante, nesse momento, é rever toda a estratégia adotada ao longo desse quase um ano de enfrentamento do problema.


"Também devemos discutir novas estratégias de prevenção e controle, em especial na mudança da vigilância no caso de detecção não só no caso de microcefalia, mas de crianças que tenham alterações no sistema nervoso central bem como outras malformações. Temos que ampliar tudo que já foi levantado", frisou.


Pernambuco pretende divulgar seu terceiro protocolo sobre o vírus da zika nos próximos 15 dias. Tratando não só a microcefalia como sua maior consequência, o novo documento incluirá uma série de problemas associados a essa arbovirose como dificuldades visual e auditiva, além de alterações neurológicas. O "Protocolo Clínico e Epidemiológico da Síndrome do Zika Congênito" ainda definirá a rede de assistência a esses bebês.


As informações foram apresentadas nesta segunda-feira (20), durante um seminário realizado em um hotel em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Participam do encontro, que vai até terça-feira (21), representantes da  Secretaria Estadual de Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde.


O objetivo do evento é atualizar os profissionais das redes municipais e estadual sobre a situação da microcefalia e da zika no Brasil e no mundo. No encontro, será possível compartilhar experiências eficazes no combate ao Aedes aegypti.


O diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, ressaltou a ideia do seminário e do novo protocolo. Segundo ele, houve redução nos casos de zika em gestantes também nos casos de microcefalia. Por isso, o mais importante, nesse momento, é rever toda a estratégia adotada ao longo desse quase um ano de enfrentamento do problema.


"Também devemos discutir novas estratégias de prevenção e controle, em especial na mudança da vigilância no caso de detecção não só no caso de microcefalia, mas de crianças que tenham alterações no sistema nervoso central bem como outras malformações. Temos que ampliar tudo que já foi levantado", frisou.


Em Pernambuco, o número de óbitos suspeitos pelas doenças causadas pelo Aedes aegypti subiu para 251, nove a mais que o último boletim da secretaria. Já a quantidade de mortes no estado devido às arboviroses continua a mesma, sendo 22 óbitos por chikungunya e seis por dengue. Uma morte foi descartada para as arboviroses enquanto as demais continuam em investigação.

Esses dados se referem ao período de 3 de janeiro a 10 de junho. No ano passado, na mesma época, foram 44 óbitos suspeitos de dengue e 16 com resultado laboratorial positivo para essa doença.


Balanço
Neste ano, até 10 de junho, Pernambuco notificou 80.711 casos da dengue em 184 municípios e no distrito de Fernando de Noronha, com a confirmação de 17.791 deles e 21.073 suspeitas descartadas. O último boletim da secretaria registrou que 79.043 casos da doença estavam sendo investigados, dos quais 16.927 pacientes tiveram diagnóstico confirmado da doença e 19.917 suspeitas foram descartadas.

Com relação às notificações de chikungunya, Pernambuco conta com 35.538 casos suspeitos, dos quais 8.144 foram confirmados e 8.940 descartados, em 178 municípios e em Fernando de Noronha. No boletim anterior divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, foram 34.011 notificações, com 7.921 confirmações e mesmo número de suspeitas descartadas.

Também foram notificados, em 147 municípios do estado e em Fernando de Noronha, 10.319 casos suspeitos do vírus da zika. Desses, o número de confirmações se mantém em 23, assim como o de casos descartados, que continua em 171. No último boletim da secretaria, foram registradas 10.184 notificações no estado.

 

 

G1

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