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O
Papa Leão 14, durante a oração do Angelus neste domingo (4), manifestou
“profunda preocupação” com os desdobramentos da situação na Venezuela após
ataque dos Estados Unidos.
“O
bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração
e inspirar a superar a violência e trilhar caminhos de justiça e de paz,
garantindo a soberania do país, assegurando o Estado de Direito consagrado na
Constituição”, declarou o líder da igreja Católica.
O
pontífice direcionou sua preocupação, especialmente, aos mais vulneráveis, os
quais “já sofrem com a difícil situação econômica há mais de uma década”. O
país enfrenta bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
O
papa pediu que sejam respeitados os “direitos humanos e civis de cada um e de
todos”. Ele destacou ainda a necessidade de que se trabalhe em conjunto na
construção de um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia.
Ataque
estadunidense
Na
madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra
a Venezuela, atingindo alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões
do país. A ação levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da
primeira-dama Cilia Flores.
O
voo que transportava Maduro até os Estados Unidos chegou a Nova York na noite
de sábado (3). Segundo o jornal New York Times, o presidente venezuelano está
detido na prisão Metropolitan Detention Center, no distrito do Brooklyn.
O
governo venezuelano, que tem à frente, neste momento, a vice-presidente Delcy
Rodríguez, decretou estado de comoção externa e convocou mobilizações em defesa
da soberania nacional.
Durante
coletiva de imprensa na tarde de sábado, o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, afirmou que a Casa Branca quer administrar a Venezuela até que
seja realizada uma “transição democrática e justa”. Ele celebrou o sequestro de
Nicolás Maduro como um “ataque extraordinário” e indicou que o presidente
venezuelano e a primeira-dama estão sendo levados para julgamento nos EUA.
Trump também deixou claro o interesse direto no controle do petróleo venezuelano, afirmando que o recurso foi “roubado” dos Estados Unidos e que será entregue a uma empresa estadunidense.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.