Publicada em 16/01/2026 às 12h41.
Filho de pernambucana que morreu na Alemanha após inalar gás reencontra família um mês após acidente
A mãe do menino, Luciana Soares da Silva, 41 anos, morreu após inalar gás que vazou do aquecedor da casa onde morava, em Colbe, na Alemanha

Foto: Divulgação. 


 Um mês depois de perder a mãe, Kauã Emanuel Soares da Silva, de 8 anos, reencontrou o pai e a avó. Ele já se prepara para retornar ao Brasil para rever os demais familiares e conseguir ter um pouco de estabilidade novamente.


A mãe do menino, Luciana Soares da Silva, 41 anos, morreu após inalar gás que vazou do aquecedor da casa onde morava, em Colbe, na Alemanha. Além de trazer o menino de volta, os familiares também conseguiram a cremação da mulher, e vão poder, finalmente, se despedir e viver o luto.


O garoto estava com uma equipe de acolhimento desde o acidente. Segundo Larissa, a família já havia conseguido ver o pequeno brevemente em uma audiência de Justiça na Alemanha, na última segunda-feira (15). O momento já foi o suficiente para trazer alento aos familiares, já que estavam tendo dificuldades de comunicação e recebendo informações apenas por terceiros.


"De forma definitiva Kauã vai voltar para os nossos braços. Quem viu foi meu pai e minha avó, porque infelizmente ele não podia fazer nenhum tipo de registro, nem ligação, porque não podia entrar com o telefone. Mas foram os 15 minutos que acalmaram o nosso coração", contou a filha de Luciana, em vídeo publicado nas redes sociais.


Irmã segue na Alemanha


Além de Kauã, Luciana morava na Alemanha com o enteado, de 14 anos, a filha de três meses chamada Maria, e o marido alemão, pai do bebê.


Segundo Larissa, por mais que Kauã esteja voltando, a irmãzinha segue na Alemanha. Ela contou que a família seguirá tentando obter a custódia da criança para manter os irmãos juntos, e que o processo é mais complexo porque a bebê não havia sido registrada quando a mãe morreu.


"Maria é um caso mais delicado, porque Maria tem pai na Alemanha. Ele ainda não tinha registrado, mas ela tem pai. Então é um caso que ainda vai demorar, não só 15 dias, nem só um mês, e sim coisa de 3 meses a 4 meses. Então minha avó vai retornar para o Brasil, porque não tem como ela se manter esse tempo todo lá", explicou.


Larissa também destacou que, após comparecer presencialmente à primeira audiência, será possível acompanhar as próximas sessões online.


"Que seja feita a vontade do Senhor Jesus, porque até então está sendo feita a vontade d'Ele, foi feita a vontade d'Ele e vai permanecer sendo a vontade d'Ele, né? Que a vontade d'Ele é boa e agradável. E a gente vai ter informações dela (Maria) diariamente, porque a gente vai estar sempre perguntando e elas dão essa informação para a gente", afirmou.


Cremação


Após muita batalha, a família conseguiu a cremação do corpo de Luciana. Eles pretendiam fazer o translado do corpo, mas não conseguiram angariar recursos necessários por meio de doações - o processo custava cerca de R$ 80 mil.


Segundo Larissa, as cinzas da mãe vão voltar com o pai, avó e irmão da Alemanha. "As cinzas dela vão vir para o Brasil e a gente vai realizar uma cerimônia aqui de velório e de enterro das cinzas", disse.


A jovem também agradeceu por toda a ajuda que a família recebeu durante esse mês. Eles se mobilizaram com rifas, sorteios e vaquinha online - já encerrada - para conseguir os recursos que viabilizaram a cremação e a volta do irmão ao Brasil.


"Eu queria agradecer a todo mundo que compartilhou, que nos ajudou de qualquer forma que seja. Compartilhando, orando... Foi muito importante para a gente. Queria informar que a gente encerrou a vaquinha. Não divulguem mais vaquinha, não divulguem mais Pix, porque não tem mais necessidade. A gente conseguiu realizar tudo com sucesso", agradeceu.


Relembre o caso


Luciana Soares da Silva morreu em dezembro do ano passado após inalar gás que vazou do aquecedor da casa onde morava. A residência tinha um primeiro andar e ela estava no térreo com o marido. Os filhos estavam no piso de cima.


Luciana foi quem mais inalou o gás, ao lado do marido. Quando ele começou a ficar sonolento com o efeito da substância, conseguiu ligar para a ambulância e pedir socorro.


"Minha mãe foi a óbito porque foi quem inalou mais o gás. O companheiro inalou, mas não tanto quanto ela. Ele ficou internado na CTI, mas já saiu de lá e não está mais em estado grave", explicou Larissa Kevlyn Sares da Silva em entrevista à Folha de Pernambuco na época.


A filha ficou sabendo da morte da mãe apenas no dia seguinte, enquanto se arrumava para ir trabalhar. Quem deu a informação foi o companheiro de Luciana, assim que foi liberado do tratamento intensivo. Até isso, no entanto, a família estava aflita, já que a mulher sempre dava notícias.


"Foi uma dor muito repentina. Tinha contato sempre com minha mãe, que era uma mulher saudável de 41 anos. Ninguém imaginava isso", lamentou.



FONTE: FOLHA PE.




           

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