Publicada em 16/01/2026 às 13h19.
Presidente do São Paulo, Julio Casares, poderá ser afastado nesta sexta-feira (16); entenda o caso
Votação para deposição de mandatário terá primeira etapa às 18h30, no Morumbi

Foto: Divulgação. 


 O São Paulo terá a definição da permanência de seu presidente, Julio Casares, nesta sexta-feira, a partir das 18h30, quando ocorrerá a votação do impeachment do mandatário, no Morumbis. Esta votação se divide em duas partes.

A primeira é a dos conselheiros. Se Casares receber 192 votos ou mais, dos 255 conselheiros (representando 75%, como esclarece o Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo) ficará afastado do poder até que ocorra uma assembleia geral — a segunda parte — para os sócios votarem em definitivo em sua destituição ou não. Neste caso, basta a maioria mínima para que o impeachment seja aprovado.


A votação é secreta e será feita em reunião presencial no clube. A solicitação de opositores, que pediram uma votação híbrida e com a possibilidade de registro do voto também de maneira online, não foi aceita, segundo o site ge.


Início da movimentação por Impeachment


No dia 23 de dezembro, conselheiros do São Paulo protocolaram um requerimento pedindo a convocação de reunião extraordinária para discussão sobre o impeachment de Julio Casares. O documento contou com 57 assinaturas, reunindo membros da oposição do São Paulo, o "Salve o Tricolor Paulista", com a assinatura de 13 pessoas de situação.


A falta de apoio político de Casares e a pressão após a descoberta sobre a exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados, renderam um afastamentos até mesmo de aliados políticos.


No caso, em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participarem de um esquema de uso ilegal de camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025. A informação é do Ge.


Além da repercussão do caso, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto investigando diversas frentes na administração, como supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Casares.


Os investigadores apuram, por exemplo, o que motivou o presidente do São Paulo a receber R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro me suas contas.



FONTE: FOLHA PE.




             

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