
Foto: Divulgação.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto anunciou que vai deixar as fileiras do Partido Liberal (PL), alegando não ter apoio da direção da legenda para ser candidato ao Senado Federal. Ele se manifestou por meio de nota, divulgada nesta quarta-feira (21), com título "Carta ao Partido Liberal e aos conservadores e liberais do Brasil."
Por telefone, declarou que diferentemente do que dizia o presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, ele não estava isolado no partido. Fiel escudeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro, Gilson Machado media forças com Anderson para disputar a vaga ao Senado nas eleições deste ano.
"A
maior prova de que eu não estava isolado foi a repercussão nacional que ganhou
a minha decisão. É só do que se fala nas redes sociais", pontuou, tendo
uma explicação para as discussões: "Não tenho contorcionismos",
declarou, referindo-se à postura coerente à linha do partido.
Ainda sem anunciar para onde irá ou se manterá a candidatura ao Senado, Gilson Machado informou ter recebido convites do partido Novo, do Podemos, do PP e do PSDB.
Apoio de Bolsonaro
No documento, Gilson reforçou que, apesar de ter sido escolhido pelo
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser candidato ao Senado, não tem a
chancela da direção estadual da sigla liberal.
Ele lembrou as candidaturas que teve pela legenda, como em 2022 como
candidato ao Senado, quando obteve 1,3 milhão de votos, ficando em segundo
lugar na disputa. Em 2024, Machado Neto também teve destaque na disputa pela
Prefeitura do Recife, tendo sido o segundo mais votado.
O ex-ministro ainda destacou a própria lealdade a Bolsonaro (PL), do qual foi ministro, e citou o senador Flávio Bolsonaro (PL). O filho mais velho do ex-presidente se lançou candidato à presidência da República no fim do mês passado.
Sem
encontro
Na carta divulgada hoje, Gilson informa que a decisão foi tomada em acordo com
Flávio e com o irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, pela impossibilidade
de encontrar-se com Bolsonaro, que está preso na Papudinha.
Gilson Machado não informou, no entanto, qual legenda deve passar a integrar. Na semana passada, Gilson chegou a produzir material adesivo com sua foto ao lado de Bolsonaro e distribuir, reforçando a pré-campanha de Flávio à presidência.
Confira
a carta divulgada por Gilson Machado Neto:
Carta ao Partido Liberal e aos conservadores e liberais do Brasil.
Comunico meu desligamento do Partido Liberal (PL) com a consciência tranquila de quem cumpriu o dever como cidadão e gestor de políticas públicas. Com lealdade, coragem e trabalho.
Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores.
Sempre leal ao Presidente Jair Bolsonaro e ao Senador Flávio Bolsonaro.
Minha relação com o presidente não é de circunstância, foi e é, uma parceria construída e baseada na confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo.
Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão.
Dessa forma sigo minha caminhada alinhada aos valores do Presidente Bolsonaro.
Minha intenção é somar e unir forças de forma positiva para o desenvolvimento do Brasil.
No PL, contribuí efetivamente para o fortalecimento da legenda, por meio de mobilizações populares e obtendo mais de 1,3 milhão de votos em 2022, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado direto da força da base e do povo nordestino.
Por estar, neste momento, com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não pude comunicar pessoalmente minha decisão ao Presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, contudo, foi compartilhada com meus amigos Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam que este novo passo fortalece nosso projeto político para 2026.
Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas. Pautada nos valores conservadores e pelo respeito ao serviço público e as responsabilidades que se reque.
Sigo no projeto para uma nação cada vez mais soberano para Pernambuco e o Brasil.
Gilson Machado