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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou neste domingo (10) a primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026. O óbito ocorreu em fevereiro, no município de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba.
E foi classificado pelas autoridades como um “caso isolado”, sem relação com o surto registrado em um navio que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
A vítima é um homem de 46 anos, morador da zona rural, que tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.
Cronologia da doença
De acordo com a SES-MG, os primeiros sintomas surgiram no dia 2 de fevereiro, com início de cefaleia (dor de cabeça). Quatro dias depois, no dia 6 de fevereiro, o homem procurou atendimento médico ao apresentar febre, dor muscular, dor nas articulações, dor na região lombar.
Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado apontou sorologia IgM reagente para hantavírus. O paciente não resistiu e morreu no dia 8 de fevereiro.
Situação epidemiológica no Brasil
Segundo dados do Ministério da
Saúde atualizados até 27 de abril, o Brasil registrou sete casos confirmados de
hantavirose em 2026, sendo dois em Minas Gerais – um deles o óbito em Carmo do
Paranaíba. Nenhum dos casos brasileiros tem ligação com o genótipo Andes,
variante associada ao surto recente registrado em um cruzeiro.
Para efeito de comparação, em 2025 o país confirmou 35 casos da doença, com 15 mortes. Em Minas Gerais, no ano passado, foram seis casos e quatro óbitos.
O que é o hantavírus?
O hantavírus causa a
hantavirose, uma doença viral transmitida pela inalação de partículas de urina,
fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A infecção pode evoluir para
a síndrome cardiopulmonar, condição grave que afeta o coração e os pulmões.
A doença é mais comum em áreas rurais, especialmente em ambientes de lavoura, depósitos e galpões com presença de roedores.
Recomendações de prevenção
A SES-MG orienta a população, especialmente moradores da zona rural, a adotar medidas preventivas:
-Evitar contato com ambientes
infestados por roedores
-Limpar locais fechados (casa,
galpões, celeiros) com ventilação adequada – abrir portas e janelas por pelo
menos 30 minutos antes de entrar
-Vedar frestas em portas,
janelas e paredes para impedir a entrada de roedores
-Armazenar alimentos em
recipientes fechados e resistentes
-Não acumular lixo ou entulho próximo às residências
Tratamento
Não há tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento prestado pelo SUS é de suporte clínico (suporte respiratório, hidratação, controle de sintomas) em ambiente hospitalar. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.
FONTE: FOLHA PE.