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Apesar
de o surto de hantavírus em um cruzeiro não representar risco ao Brasil,
conforme divulgou o Ministério da Saúde, a preocupação sobre a transmissão da
doença entrou em pauta após a primeira morte no país neste ano ser confirmada
neste domingo (10). Pernambuco, no entanto, não figura como um território de
risco para possíveis surtos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
Nunca
foi registrado nenhum caso ou morte por hantavírus em terras pernambucanas, de
acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador da
SES-PE, Eduardo Bezerra.
“É
uma doença que se articula em áreas silvestres e rurais. Mas, aqui em
Pernambuco, a gente não tem casos. Há alguns anos, a Fiocruz aqui de Pernambuco
fez uma pesquisa com roedores em regiões que seriam propícias, e não foi
encontrado nenhum roedor com hantavírus”, iniciou Eduardo.
O
hantavírus é uma doença que é transmitida pelo contato com excreções de
roedores silvestres. Os sintomas são febre, dores nas articulações, na cabeça,
lombar e abdominal, além de sintomas gastrointestinais. Posteriormente, o
doente pode apresentar dificuldade de respirar, respiração acelerada,
taquicardia, tosse seca e pressão baixa.
Eduardo
explica, ainda, que o surto em um navio que, até o momento, deixou três
passageiros mortos não tem circunstâncias de repercutir fora do cruzeiro, o que
descartaria uma situação de pandemia da doença.
“O
que aconteceu no navio não terá repercussão fora dele. Não acontece assim. Não
é uma doença de fácil transmissão de pessoa para pessoa. Então, muito
dificilmente tem o potencial de se transformar em pandemia”, comenta.
Pernambuco,
especificamente, não estaria no mapa de risco para desenvolvimento da cepa que
ocasiona a transmissão entre pessoas – o que aconteceu no navio, destaca
Bezerra.
“A
gente ainda poderia ter maior chance no sul do país, que fica mais perto da
região com a fronteira dos Andes, mas aqui (em Pernambuco) não tem. Não estamos
nesse mapa”, acrescenta.
Eduardo
diz, ainda, que a Secretaria de Saúde do Estado segue atenta aos desdobramentos
da doença e do caso do navio.
“É o tipo de coisa para a qual a gente está preparado, a gente tem organização, mesmo sabendo que a possibilidade de isso acontecer aqui é muito pequena. Mas, no caso de acontecer a mínima suspeita, a gente tem tudo para agir de forma rápida e integrada”, finaliza.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.