Publicada em 27/05/2026 às 18h58.
Quatro homens são presos suspeitos de abusar de crianças e adolescentes na RMR
De acordo com a polícia, as vítimas têm entre 10 e 13 anos, e os mandados foram cumpridos no Recife e no Cabo de Santo Agostinho.

Foto: Divulgação.              


 Quatro homens foram presos por crimes como estupro de vulnerável e produção e armazenamento de conteúdo de abuso de menores de idade. Os mandados foram cumpridos no Recife e no Cabo de Santo Agostinho, nesta quarta-feira (27).


Os casos são investigados pela operação intitulada "Kura", que começou em 2025. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, as vítimas têm entre 10 e 13 anos, e, por mais que as prisões tenham acontecido no mesmo dia, os suspeitos não possuem ligação entre si.


"As investigações apuram crimes sexuais contra crianças e adolescentes, especialmente estupro de vulnerável, além de produção e armazenamento de pornografia infantil", explicou a corporação, por meio de nota.


Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão nos municípios.


"Foram recolhidos aparelhos celulares que vão passar pela extração de dados e análise para demonstração e corroborar materialidade dos delitos", explicou a delegada Stephanie Almeida Araújo, adjunta da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Decca).

Todos os suspeitos prestaram depoimento e um deles confessou os crimes. Os quatro homens seguem a disposição da Justiça, ainda de acordo com a polícia.


'Credibilidade à palavra da vítima'


De acordo com a delegada, para prevenir casos do tipo, pais e responsáveis devem monitorar as atividades das crianças e adolescentes, sobretudo online. Também é importante ouvir e credibilizar o relato da vítima.


"Na Delegacia de Crimes contra Criança e Adolescente a gente sempre conversa com os pais para orientar que fiquem de olhos nas suas crianças e adolescentes. Tentem monitorar os aparelhos telefônicos, e deem muita credibilidade à palavra da vítima porque muitas vezes é na confiança que vai ganhando com os genitores e parentes próximos que a vítima cria coragem de contar o que está acontecendo na clandestinidade", começou.


"Muitas vezes esses crimes são cometidos em ambientes em que só estão a vítima e o agressor. Então dar credibilidade à vítima é muito importante nesses casos", completou a delegada.



FONTE: FOLHA PE.




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