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A goleada da seleção brasileira sobre o Panamá, no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, chamou atenção não apenas pelo placar e pelas atuações individuais. Um detalhe regulamentar também passou despercebido por muitos torcedores: Brasil e Panamá tiveram autorização para realizar até 11 substituições durante a partida.
A possibilidade foi utilizada por Carlo Ancelotti para observar praticamente todo o elenco disponível antes do embarque para o Mundial. Embora incomum para os padrões atuais, a regra não é inédita e remete a um dos amistosos mais controversos da história recente do futebol internacional.
O episódio ocorreu em fevereiro de 2003, quando a Inglaterra enfrentou a Austrália no estádio Upton Park, em Londres. Na ocasião, o técnico Sven-Göran Eriksson aproveitou a liberdade permitida para amistosos e promoveu uma revolução na equipe durante o intervalo.
Dos 11 jogadores de linha que começaram a partida, todos foram substituídos de uma só vez. A Inglaterra acabou derrotada por 3 a 1 pela Austrália, resultado que ficou em segundo plano diante da repercussão causada pelas mudanças em massa.
A decisão gerou críticas de dirigentes, ex-jogadores e torcedores, que consideraram que o excesso de substituições descaracterizava a competitividade do amistoso. O caso se tornou um marco na discussão sobre o limite de trocas permitidas em partidas internacionais.

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Regra
voltou a ser flexibilizada
Mais de duas décadas depois, a International Football Association Board (IFAB),
entidade responsável pelas regras do futebol, voltou a flexibilizar o
regulamento para amistosos entre seleções.
Desde este ano, partidas internacionais podem ter até oito substituições
por equipe. Em casos específicos, quando as duas federações chegam a um acordo
prévio e informam oficialmente a arbitragem, o número pode ser ampliado para 11
alterações.
FONTE: FOLHA PE.