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Em
2026, Pernambuco registra uma média diária de 7 ciclistas envolvidos em
acidentes de trânsito. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
Ao todo, 1.064 pessoas se acidentaram enquanto utilizavam bicicletas neste ano.
Do
total de vítimas, 321 se acidentaram no Grande Recife. O número representa 30%
dos casos concentrados na região. Além disso, 4 ciclistas morreram nos
sinistros. Em pouco mais de cinco meses, 2026 já registrou 29,4% das vítimas de
2025, que teve 3.610 acidentados. No ano passado, 71 ciclistas perderam a vida
em acidentes de trânsito, contabiliza a pasta.
Comemorado
nesta quarta-feira (3), o Dia Mundial da Bicicleta traz reflexões acerca da
opção do ciclismo na rotina da população. A data foi instituída pela
Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, para celebrar o equipamento como
um meio de transporte sustentável, acessível, econômico e saudável.
“A
importância da data é porque é a ONU reconhece que a bicicleta é uma ferramenta
de transformação da cidade. É um modo sustentável de transporte. E essa
sustentabilidade está se colocando na contribuição para a redução dos efeitos
do colapso climático que estamos passando”, explica o presidente da Associação
Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo), Daniel Valença.
Porém,
a alternativa pelo meio de transporte individual no espaço urbano de uma
metrópole traz consigo riscos. Valença ressalta os perigos decorrentes de uma
conduta violenta no trânsito.
“O
trânsito do Recife é um trânsito que mata muito. Isso faz com que as pessoas se
sintam desconfortáveis em usar outro modo de transporte que não o carro. O
desafio é a insegurança no trânsito causada por pessoas imprudentes e
irresponsáveis em veículos pesados e potentes que podem causar grandes danos”,
acrescenta.
O
Diário de Pernambuco conversou com o corretor Bruno Moreira, morador do Recife,
de 56 anos. Ele conta que encontrou na bicicleta um hobby. Para quem trafega
por várias vias da Região Metropolitana, a realidade é de riscos todos os dias.
“É perigoso pela falta de educação do nosso trânsito. Os maiores riscos são o
trânsito e a falta de ciclovias decentes que verdadeiramente se destinem à bike
como meio de transporte”, avalia.
Para
o ciclista, a dificuldade é estrutural e é necessário um "trabalho intenso
de divulgação e educação da nossa população em geral", através de
campanhas de conscientização para motoristas e população em geral. seja na
formação dos motoristas e com campanhas sistemáticas de respeito aos
ciclistas”, acrescenta.
Bruno sinaliza, ainda, que o a infraestrutura para uso da bicicleta na capital pernambucana tem melhorado, mas com ressalvas. “Houve melhora [nos últimos anos]. Melhorou na implantação de algumas vias, apesar de mal projetadas e com poucas manutenções”, alega.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.