Publicada em 15/06/2026 às 10h08.
Justiça converte em preventiva prisão de trio por morte de jovem lançada sem corda em rope jump
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra passaram por audiência de custódia neste domingo (14).

Foto Divulgação.   


 A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante dos três homens suspeitos de homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem foi lançada sem o equipamento de segurança durante um salto de rope jump, na manhã de sábado (13), na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).


A conversão da prisão ocorreu em audiência de custódia realizada neste domingo (14).

 

Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, permanecerão presos por tempo indeterminado.


O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, tentam contato com a defesa dos suspeitos.


Os homens que aparecem no vídeo empurrando a jovem usavam camisetas das marcas "Entre Cordas" e "Ih Voei". Segundo a polícia, os nomes são de grupos informais de praticantes, e não há empresas oficiais por trás da operação.


Eles eram um grupo de praticantes do esporte que se conheceram e, há cerca de um ano, passaram a promover eventos em vários destinos.


O advogado de defesa afirmou, ainda no sábado, que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade".


Já a vítima é velada neste domingo no Velório Municipal de Jandira (SP). O enterro ocorre em seguida, no Cemitério Municipal da mesma cidade.



Foto: Divulgação.


A tragédia


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda".

 

A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.

 

Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.

 

Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.

 

Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.

 

Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.

 

Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.



Foto: Divulgação.   



Foto: G1.    



FONTE: G1.




          




        






              




               

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