Publicada em 15/06/2026 às 12h36.
MEC abre nesta segunda-feira inscrição para etapa inédita do Sisu com 9 mil vagas em universidades públicas
Os cadastros vão até sexta-feira; quem for aprovado começa a estudar no segundo semestre deste ano.

Foto: Divulgação.   


 O Ministério da Educação (MEC) abre nesta segunda-feira as inscrições para uma espécie de repescagem para as vagas nas instituições públicas de ensino superior no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Chamada de Sisu+, essa etapa ocorre pela primeira vez e, de acordo com o governo, foi criada para preencher vagas que ficaram ociosas. As inscrições vão até sexta-feira, e quem for aprovado começa a estudar no segundo semestre deste ano.


O anúncio das vagas disponíveis, contudo, gerou certa decepção em quem esperava uma segunda oportunidade em cursos mais disputados. “Sobrou nada pro betinha”, brincou uma internauta que buscava uma vaga para Medicina.


Outras carreiras disputadas, como Direito, Odontologia e Psicologia, também não entraram na seleção. Além disso, a maior parte das principais universidades do país, como as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG) ou da Bahia (UFBA), não estão na lista.


De acordo com o MEC, a participação das instituições e a definição dos cursos e vagas disponibilizados são realizadas de acordo com os critérios estabelecidos por cada instituição participante. “Por isso, nem todas as instituições necessariamente ofertam vagas em todas as edições ou modalidades do processo seletivo”, informa.

 

Ainda assim, mais de nove mil vagas estão disponíveis, em instituições de 13 estados — a maior parte delas na Paraíba (1,7 mil), no Rio de Janeiro (1,6 mil) e em Minas Gerais (1,4 mil). Duas licenciaturas aparecem entre os cursos com mais vagas: a de Matemática (514) e a de Física (478). A de Química também aparece no topo da lista, com 257. Há ainda uma quantidade considerável de vagas em algumas engenharias como Civil (285), de Alimentos (276), Florestal (267), Produção (187), Mecânica (175) e elétrica (170).

 

“Essa fase ocorre somente depois das convocações da lista de espera e da conclusão de processos seletivos próprios das instituições. As vagas disponibilizadas devem estar formalmente classificadas como disponíveis, seja por desistência, não confirmação de matrícula ou pelo encerramento dos prazos previstos, garantindo que oportunidades adicionais sejam oferecidas aos candidatos”, explicou o MEC.


A promotora de vendas Érica Cunha, de 46 anos, já se inscreveu no próximo Enem, mas espera não precisar fazer a prova. A expectativa é que a aprovação para o desejado bacharelado em Química venha logo pelo Sisu+ e não adie mais uma vez o sonho dela de entrar na graduação.

 

— Precisei começar a trabalhar muito cedo, aos 13 anos, e por isso não consegui investir nos estudos como eu sonhava. Com muita persistência e determinação, consegui concluir o ensino médio em 2019, uma conquista que representou uma grande vitória na minha vida — conta a moradora de São José dos Campos (SP).

 

No ano passado, ela deu mais um passo nos estudos: fez o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), junto com a filha. Em janeiro, se frustrou ao não conseguir uma vaga. Até que teve a expectativa renovada com o Sisu+.

 

— Fiquei surpresa, e estou aqui contando os dias para realizar essa inscrição. Toda oportunidade é uma esperança de poder alcançar esse sonho — contou Érica.

 

O Sisu+ funciona como uma etapa final da seleção para as instituições de ensino superior públicas. Aquelas que tiveram vagas sobrando e se interessaram, puderam colocá-las à disposição dos alunos novamente. Podem concorrer apenas aqueles que fizeram o Enem nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) e que tenham participado da etapa regular do Sisu no começo do ano.

 

A competição também será igual à primeira janela de seleção. Isso significa que os alunos poderão acompanhar dia a dia o resultado e mudar o curso para tentar se encaixar em uma vaga em que tem chance de ser aprovado. Os resultados saem no dia 24, e as matrículas podem começar já no dia seguinte. No entanto, isso será definido por cada instituição de ensino, assim como a data do início das aulas.



FONTE: O GLOBO.




            

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