Publicada em 07/07/2026 às 10h48.
Justiça Federal nega financiamento de faculdade de medicina para Sari Corte Real, condenada pela morte do menino Miguel
Ré por morte do garoto que caiu do 9º andar faz curso particular desde 2023 e tentou obter o Fies, mas, segundo os autos, não atingiu média mínima no Enem para ter direito ao benefício.

Foto: Divulgação.      


 O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) rejeitou, de forma unânime, o recurso de Sari Corte Real que buscava acesso ao financiamento integral do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).


Condenada pela morte do menino Miguel Otávio, a ex-primeira-dama de Tamandaré afirmava preencher todas as exigências previstas na legislação do programa, incluindo renda familiar compatível e desempenho mínimo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O acórdão foi assinado em 25 de junho.


Sari ingressou em 2023 em um curso de medicina de uma instituição privada em Jaboatão dos Guararapes, mas teve o pedido de financiamento negado por não atingir a pontuação mínima exigida pelo Fies. Após a recusa, ela acionou a Justiça pedindo que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Caixa Econômica Federal fossem obrigados a conceder o benefício, sustentando que a lei do programa não estabeleceria a nota mínima como requisito.


A tese foi rejeitada ainda na primeira instância. Em sentença de junho de 2025, o juiz federal Naiber de Almeida afirmou que o uso da nota do Enem como critério de seleção é entendimento consolidado e necessário para equilibrar o programa diante das limitações orçamentárias, além de garantir distribuição justa das vagas. O magistrado destacou que o critério busca assegurar o financiamento a estudantes com melhor desempenho acadêmico.


No recurso apresentado ao TRF1, Sari voltou a argumentar que a exigência violaria princípios constitucionais, como o direito à educação. O relator, desembargador federal Flávio Jardim, discordou. Em seu voto, afirmou que não há ilegalidade na restrição e manteve integralmente a decisão de primeira instância. A Sexta Turma acompanhou o entendimento de forma unânime. A defesa de Sari não se manifestou até a publicação.


A decisão ocorre em meio ao desdobramento judicial do caso Miguel. Em maio, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) confirmou a condenação de Sari a sete anos de prisão em regime fechado pela morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, ocorrida em 2 de junho de 2020. A criança caiu do nono andar de um edifício de luxo no Recife enquanto estava sob os cuidados da ex-primeira-dama, durante o expediente da mãe, Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica da família.



FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.




Os comentários abaixo não representam a opinião do Portal Nova Mais. A responsabilidade é do autor da mensagem.
TODOS OS COMENTÁRIOS (0)



Login pelo facebook
Postar
 
Curiosidades
Policia
Pernambuco
Fofoca
Política
Esportes
Brasil e Mundo
Tecnologia
 
Nova + © 2026
Desenvolvido por RODRIGOTI