Publicada em 06/07/2026 às 13h14.
'O prazo será o mais rápido possível' diz Padilha sobre tempo de avaliação da vacina da dengue
Ministro falou que não há indicativo de compra de doses excedentes junto à Takeda, outro fornecedor de imunizantes ao SUS.

Foto: Divulgação.


 O ministro da Saúde Alexandre Padilha diz que não há prazo definido para retomada do uso da vacina da dengue do Butantan no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante teve o uso suspenso após efeitos adversos não relatados nos estudos serem observados em pacientes que receberam o antígeno pelo SUS.

 

— Falamos diariamente com o Butantan e a Anvisa para ter o retorno o mais rápido possível da vacina — disse Padilha. — É preciso dar um tempo para que os especialistas possam dar a resposta.


Na mesma agenda, Padilha disse que a pasta mantém a compra de 18 milhões de doses (para serem distribuídas ao longo de dois anos) com o laboratório Takeda. Não há, porém, mudança no cenário de compras desse imunizante. Diferente do Butantan, a vacina do laboratório japonês requer duas doses para a imunização completa. Com a vacina que teve desenvolvimento no Brasil é necessário apenas uma.


Sobre o processo de avaliação da Butantan- DV, Padilha afirmou que o processo segue “regras regulatórias”.


— Parte da avaliação é feita pelo Butantan, que devolverá (o material da análise) para a Anvisa. Interagindo com o Butantan, o Ministério da Saúde compôs um painel de especialistas para pensar cenários. Dependendo do que for resultado dessa investigação ela pode sinalizar alguma coisa, como por exemplo, restringir a vacina a um público ou uma região. Então esses especialistas estão analisando cenários possíveis. Enquanto Ministério da Saúde falamos diariamente com o Butantan e com a Anvisa, para que a gente possa ter o mais rápido possível esse retorno — afirmou.


Padilha esteve em São Paulo para um evento da Câmara Americana de Comercio (Amcham) focado em desenvolvimento da Saúde. Em sua fala de abertura, ele ressaltou a chegada de novos tratamentos de câncer ao SUS, e da boa aceitação da vacina de bronquiolite entre as gestantes (que passaram a receber as doses em dezembro do ano passado).


— Já somos o maior programa mundial de vacinação para bronquiolite (com a vacina do VSR) — disse.



FONTE: FOLHA PE.




                  

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