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Um
menino de 3 anos foi picado por um escorpião dentro de uma escola em Igarassu,
na Região Metropolitana do Recife. O acidente ocorreu na terça-feira (4), e a
criança precisou ser encaminhada para atendimento médico.
A
mãe da criança relatou em suas redes sociais o processo e desafios após o filho
ser picado pelo animal. Ela recebeu uma ligação da escola informando que o
menino havia sido picado por um animal e relatava dor. Somente momentos depois
a escola descobriu que o bicho responsável pelo incidente era um
escorpião-amarelo.
A
princípio ele foi internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife, onde
precisou ser entubado devido ao efeito do veneno no coração e no pulmão. Na
última sexta-feira (7) a criança foi transferida para o Procape e permanece
estável e com o coração normalizado.
"A
médica disse que ele estava com o coração muito fragilizado, muito fraco, sem
funcionar direito. E aí ontem a médica disse que quando fizesse o eco, se
tivesse em 35, pelo menos, iria extubar ele. Quando foi hoje, a médica do
plantão disse que ia fazer o eco. Daí estava tudo certo, mas que ela acreditava
que talvez não tivesse com esse resultado [positivo]. E assim que o eco foi
feito, o coração estava recuperado", relatou a mãe do menino em um vídeo
no Instagram.
Apesar
de nem todos os acidentes evoluírem para quadros graves, crianças estão entre
os grupos que exigem maior atenção por apresentarem maior risco de desenvolver
complicações decorrentes do envenenamento.
Dados
da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) mostram que 9.125
pessoas foram vítimas de picadas de escorpião no estado entre janeiro e junho
deste ano. O número equivale a uma média de quase 51 acidentes por dia.
Na
comparação com o primeiro semestre de 2025, houve uma pequena redução. Nos seis
primeiros meses do ano passado, foram registrados 9.219 casos, 94 a mais que o
total contabilizado em 2026 no mesmo período.
O
recorte dos últimos três anos, porém, aponta crescimento no número de acidentes.
Pernambuco registrou 15.703 casos em 2023, 15.884 em 2024 e 19.608 em 2025.
Picada pode causar complicações graves

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A
picada costuma provocar dor intensa e imediata, além de dormência na região
atingida. Em situações mais graves, principalmente entre crianças, o quadro
pode evoluir para vômitos, sonolência, alterações cardiovasculares e
dificuldade para respirar, podendo levar à morte.
A
Secretaria Estadual de Saúde orienta que, em caso de acidente, o local seja
lavado com água e sabão e que a vítima procure atendimento médico o mais rápido
possível. No caso de crianças, a recomendação é de encaminhamento urgente para
um serviço de saúde.
Em
Pernambuco, o Hospital da Restauração (HR), no Recife, é uma das referências
para o atendimento de crianças vítimas de picadas de escorpião. O Centro de
Informação e Assistência Toxicológica de Pernambuco (CIATox) também mantém
atendimento 24 horas pelo telefone 0800.722.6001 para orientar a população e
profissionais de saúde.
Não
é recomendado cortar ou furar o local da picada, tentar sugar o veneno, fazer
torniquete ou aplicar substâncias como álcool, querosene, café, terra ou
folhas. Essas medidas não neutralizam o veneno e podem agravar o quadro.
Como evitar acidentes
Escorpiões
costumam procurar abrigo em locais escuros e protegidos, como entulhos, pilhas
de tijolos e telhas, além de frestas e outros espaços. Também podem se esconder
dentro de calçados e roupas.
Por
isso, a orientação é verificar sapatos, roupas, toalhas e roupas de cama antes
do uso, manter quintais e áreas externas limpos, evitar o acúmulo de lixo e
entulho e vedar frestas e outros pontos que possam servir de acesso aos
animais.
A SES-PE também alerta que os escorpiões são de hábitos predominantemente noturnos e se alimentam de animais pequenos, como baratas e grilos. A eliminação desses focos ajuda a reduzir a presença dos animais.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.