Publicada em 14/08/2026 às 10h31.
Menino de 3 anos está em estado grave na UTI do Procape após picada de escorpião em escola, diz mãe
De acordo com a mãe da criança, a picada do escorpião causou uma lesão no coração e no pulmão do pequeno André Luiz.

Foto: Divulgação.  


 Um menino de 3 anos foi picado por um escorpião dentro de uma escola em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. O acidente ocorreu na terça-feira (4), e a criança precisou ser encaminhada para atendimento médico.

 

A mãe da criança relatou em suas redes sociais o processo e desafios após o filho ser picado pelo animal. Ela recebeu uma ligação da escola informando que o menino havia sido picado por um animal e relatava dor. Somente momentos depois a escola descobriu que o bicho responsável pelo incidente era um escorpião-amarelo.

 

A princípio ele foi internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife, onde precisou ser entubado devido ao efeito do veneno no coração e no pulmão. Na última sexta-feira (7) a criança foi transferida para o Procape e permanece estável e com o coração normalizado.

 

"A médica disse que ele estava com o coração muito fragilizado, muito fraco, sem funcionar direito. E aí ontem a médica disse que quando fizesse o eco, se tivesse em 35, pelo menos, iria extubar ele. Quando foi hoje, a médica do plantão disse que ia fazer o eco. Daí estava tudo certo, mas que ela acreditava que talvez não tivesse com esse resultado [positivo]. E assim que o eco foi feito, o coração estava recuperado", relatou a mãe do menino em um vídeo no Instagram.

 

Apesar de nem todos os acidentes evoluírem para quadros graves, crianças estão entre os grupos que exigem maior atenção por apresentarem maior risco de desenvolver complicações decorrentes do envenenamento.

 

Dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) mostram que 9.125 pessoas foram vítimas de picadas de escorpião no estado entre janeiro e junho deste ano. O número equivale a uma média de quase 51 acidentes por dia.

 

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, houve uma pequena redução. Nos seis primeiros meses do ano passado, foram registrados 9.219 casos, 94 a mais que o total contabilizado em 2026 no mesmo período.

 

O recorte dos últimos três anos, porém, aponta crescimento no número de acidentes. Pernambuco registrou 15.703 casos em 2023, 15.884 em 2024 e 19.608 em 2025.

 

Picada pode causar complicações graves



Foto: Divulgação.    


 A picada costuma provocar dor intensa e imediata, além de dormência na região atingida. Em situações mais graves, principalmente entre crianças, o quadro pode evoluir para vômitos, sonolência, alterações cardiovasculares e dificuldade para respirar, podendo levar à morte.

 

A Secretaria Estadual de Saúde orienta que, em caso de acidente, o local seja lavado com água e sabão e que a vítima procure atendimento médico o mais rápido possível. No caso de crianças, a recomendação é de encaminhamento urgente para um serviço de saúde.

 

Em Pernambuco, o Hospital da Restauração (HR), no Recife, é uma das referências para o atendimento de crianças vítimas de picadas de escorpião. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Pernambuco (CIATox) também mantém atendimento 24 horas pelo telefone 0800.722.6001 para orientar a população e profissionais de saúde.

 

Não é recomendado cortar ou furar o local da picada, tentar sugar o veneno, fazer torniquete ou aplicar substâncias como álcool, querosene, café, terra ou folhas. Essas medidas não neutralizam o veneno e podem agravar o quadro.

 

Como evitar acidentes


Escorpiões costumam procurar abrigo em locais escuros e protegidos, como entulhos, pilhas de tijolos e telhas, além de frestas e outros espaços. Também podem se esconder dentro de calçados e roupas.

 

Por isso, a orientação é verificar sapatos, roupas, toalhas e roupas de cama antes do uso, manter quintais e áreas externas limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulho e vedar frestas e outros pontos que possam servir de acesso aos animais.

 

A SES-PE também alerta que os escorpiões são de hábitos predominantemente noturnos e se alimentam de animais pequenos, como baratas e grilos. A eliminação desses focos ajuda a reduzir a presença dos animais.



FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.






               




              

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