
Foto: Divulgação.
Cinco
alunos suspeitos de envolvimento em estupros coletivos contra duas adolescentes
em uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho foram encaminhados para uma
unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) nesta segunda-feira
(17).
A
Prefeitura do município confirmou que, além da atuação da Polícia Civil,
trabalha em conjunto com o Ministério Público e o Conselho Tutelar na apuração
e adoção de medidas administrativas e legais. O caso é conduzido sob sigilo
para proteção das vítimas.
O
primeiro episódio diz respeito à denúncia sobre o estupro das duas alunas de 14
anos, que, segundo as investigações das autoridades, teriam ocorrido em 4 de
julho e 3 de agosto, durante o intervalo. De acordo com a defesa, as vítimas
eram trancadas na sala, agredidas fisicamente e ameaçadas de morte caso
contassem o ocorrido.
Ao
tomar conhecimento dos fatos, a gestão municipal acionou os serviços competentes
para assegurar acolhimento, proteção e acompanhamento especializado nas áreas
psicossocial e de assistência social por meio de um comitê intersetorial. Os
alunos acusados já foram afastados da unidade escolar.
O
segundo episódio ocorreu no dia 13 de agosto, quando uma servidora da escola
flagrou o supervisor de pátio, um funcionário terceirizado, exibindo conteúdo
de cunho sexual para uma aluna e denunciou a conduta criminosa. Durante a
ouvida realizada na própria escola, o nome do diretor da unidade também foi
citado.
Em
resposta, a gestão determinou a demissão do funcionário terceirizado e o
afastamento do gestor escolar, instaurando procedimento administrativo para
apurar as responsabilidades.
A
prefeitura assegurou que adotou as medidas necessárias para garantir a
continuidade do funcionamento da unidade escolar.
Em nota, a gestão municipal repudiou de forma absoluta qualquer tipo de assédio, abuso ou violência, reforçando que atuará com rigor, agilidade e responsabilidade sempre que houver qualquer ameaça à integridade dos estudantes da rede municipal.

Foto: Divulgação.
O comunicado enfatiza que a proteção, a dignidade e a segurança de
crianças e adolescentes são princípios fundamentais e inegociáveis da gestão,
comprometendo-se a manter a transparência nos atos administrativos e a
colaboração contínua com os órgãos de segurança.
Atendimentos psicossociais continuam sendo direcionados às vítimas e às suas famílias pelo comitê intersetorial, enquanto as adolescentes aguardam o processo de transferência para outras unidades de ensino.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.