Publicada em 18/08/2026 às 12h43.
Do Agreste para as telas de Gramado: povo Xukuru ganha destaque no maior festival de cinema do Brasil
Documentário “Empeleitada”, codirigido pela cineasta indígena Mikaele Xukuru, representa Pesqueira na mostra competitiva do 54º Festival de Gramado e disputa o cobiçado troféu Kikito.

Foto: Divulgação. 


 A força, a memória e a ancestralidade do povo indígena Xukuru do Ororubá chegam a um dos principais palcos do cinema brasileiro. O documentário pernambucano “Empeleitada”, rodado no território Xukuru, em Pesqueira, foi selecionado para a mostra oficial e competitiva do 54º Festival de Gramado, considerado um dos mais importantes festivais de cinema do país.

 

Codirigido pela cineasta indígena Mikaele Xukuru, ao lado de Chico Ludermir e Sergio Borges, o longa concorre na categoria de longa-metragem documental ao Kikito, um dos troféus mais relevantes do audiovisual brasileiro.

 

Filmado na Aldeia Pedra D’água, no território Xukuru do Ororubá, o documentário acompanha a construção coletiva de uma casa de taipa. A obra transforma o trabalho comunitário em narrativa cinematográfica para abordar memória, identidade, ancestralidade e resistência.

 

Mais do que registrar a construção de uma moradia, “Empeleitada” apresenta uma casa que nasce da própria terra e carrega consigo histórias, lutas e saberes transmitidos entre gerações. O mutirão, elemento central da produção, revela a força da coletividade e a relação do povo Xukuru com seu território e com os encantados.

 

A presença do filme em Gramado também amplia a visibilidade do cinema indígena e coloca o território Xukuru de Pesqueira no centro do debate sobre a produção audiovisual contemporânea. A seleção representa ainda uma oportunidade de levar para outras partes do país uma narrativa construída a partir do olhar de quem vive e preserva essa memória.

 

A exibição de “Empeleitada” acontece nesta terça-feira (18), às 20h, durante a programação do Festival de Gramado. A produção disputa o Kikito ao lado de outros trabalhos selecionados para a tradicional competição documental.

 

Com a obra, o Agreste pernambucano atravessa as fronteiras do território e chega à Serra Gaúcha levando uma história construída coletivamente: a de um povo que transforma terra, memória e ancestralidade em cinema.



FONTE: REVISTA O GRITO.




                  

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