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O consumo das famílias brasileiras recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026, depois de registrar alta de 0,8% nos primeiros três meses do ano. Os dados foram divulgados pelo IBGE junto com o resultado do Produto Interno Bruto, que cresceu 0,5% entre abril e junho, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.
Mesmo com o desemprego em nível historicamente baixo e a renda real dos trabalhadores em alta, o orçamento das famílias continua pressionado. O endividamento e os juros elevados reduzem o espaço disponível para novas compras e comprometem parte da renda com parcelas e financiamentos. O cenário também afeta o consumo de itens não essenciais.
A expectativa é que uma melhora mais consistente dependa da redução dos juros e do aumento dos investimentos e da produção. A taxa Selic está em 14% ao ano e, apesar das reduções recentes, continua em patamar elevado. O crescimento dos investimentos pode ampliar a oferta de produtos e serviços e ajudar a sustentar a economia sem aumentar a pressão sobre a inflação.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.