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A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) enviou, na manhã desta quinta-feira (1°), após cerimônia no Quartel da PM, no bairro do Derby, Centro do Recife, 1.852 agentes para reforçar a segurança no interior do estado durante a eleição deste ano.
Do total, 1.449 policiais militares seguirão para o Agreste, enquanto 403 deles para o Sertão Pernambucano, a fim de realizar, principalmente, a escolta das urnas eletrônicas, o combate aos crimes eleitorais e o atendimento às denúncias dos eleitores.
O secretário de Defesa Social da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro Carvalho, explicou o papel desempenhado pelo efetivo no interior. Segundo ele, a primeira etapa é a escolta das urnas, que estão sendo transportadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
"(Os agentes) deverão fazer a segurança de urnas, pois, amanhã, o TRE fará o transporte de urnas para o interior do estado, e, no sábado, os equipamentos serão entregues aos presidentes de cada seção. Então, há a necessidade de fazer a escolta, a guarda da entrega e a segurança do entorno do local de votação", explicou.
Sobre a divisão de PMs para suprir as demandas do estado, Alessandro disse que quanto maior a densidade populacional, maior a necessidade de atuação policial.
“Todas as regiões do estado elas preocupam. Agora, onde há uma densidade populacional maior, (também) há uma tensão maior. Como vamos fazer (diante disso) Prevenção, ostensividade e resposta a qualquer chamado que seja feito de forma imparcial”, listou.
O comandante-geral da PMPE, Ivanildo Torres, lembrou que o lançamento de hoje faz parte de uma operação que concentra um número mais volumoso de agentes.
A Zona da Mata de Pernambuco, de acordo com ele, também terá uma cerimônia de lançamento, os dados, no entanto, ainda não foram compartilhados.
"É a maior operação da PMPE (para a eleição) No dia da eleição teremos mais de 13 mil policiais militares nas ruas. Vamos garantir a segurança de 3.364 locais de votação em 184 municípios e em Fernando de Noronha", garantiu.
Operação Eleições
O lançamento integra o projeto Operação Eleições 2026, articulado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE). Ao todo, foram investidos R$5.903.820,00 de recursos extras, revertidos, posteriormente, no emprego de 32.799 postos de trabalho para atuarem no intervalo de 1 a 5 de outubro.
Referente às vagas, 29.267 deles são da Polícia Militar, 2.800 da Polícia Civil (PCPE), 308 do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE), 40 da Gerência Geral de Polícia Científica (GGPOC), 62 da Defesa Civil, 132 da Corregedoria Geral do SDS e 190 de demais setores também do SDS. Especificamente 15.066 postos serão mobilizados no dia da eleição, posicionando-se a 100, 150 ou 200 metros de distância das seções.
Alessandro também reforçou que tanto a ação da PM desta quinta-feira (1º), como toda a operação é realizada em conjunto com outras instituições de segurança e inteligência públicas estaduais e federais.
"Só conseguimos um resultado positivo se todas as instituições desempenharem seu papel constitucional e legal, mas de forma integrada. Primeiramente, houve um trabalho interno de bastidores, de articulação com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), de análise de riscos para dimensionamento (da quantidade) do efetivo. (Além da) integração com as demais forças amigas, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF)", detalhou.
Denúncia
O secretário do SDS lembrou ao eleitor que, especificamente no dia do pleito, atitudes aparentemente inofensivas, na realidade, serão enquadradas como crime eleitoral. Caso haja uma requisição do presidente da sessão, de um juiz ou promotor eleitoral, o efetivo poderá intervir.
“O eleitor pode exercer o direito de manifestar a posição política. Pode usar camisa, broche ou adesivo (de candidatos). O que não pode é se reunir em grupo; distribuir material, um santinho (por exemplo), porque são crimes. Então, estaremos atentos para intervir o mais rápido é possível”, disse.
Alessandro ressaltou que o eleitor pode contribuir, por meio de denúncias, com a operação. Como medida, o secretário sugeriu a gravação das irregularidades, que serão usadas como prova.
“Cada cidadão possui um celular com câmera. Então, está vendo algum crime ou algo que entenda que não está certo: fotografe ou filme. Isso será usado depois para que se decida, de forma documentada, se aquilo foi irregular ou não. Porque o mais importante é que tenhamos uma eleição justa e tranquila”, defendeu.
FONTE: FOLHA PE.