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As
eleições de 2026 deixaram de fora das próximas bancadas da Assembleia
Legislativa de Pernambuco (Alepe) e da Câmara dos Deputados uma série de
candidatos que buscavam uma vaga ou a renovação do mandato. Entre os derrotados
estão deputados em exercício, ex-prefeitos, ex-parlamentares e nomes que já
haviam ocupado cargos eletivos no estado.
Pernambuco
elegeu 49 deputados estaduais e 25 deputados federais no primeiro turno. A
definição das cadeiras ocorre pelo sistema proporcional, em que o resultado não
depende apenas da votação individual, já que os votos obtidos pelos partidos e
federações também determinam quantas vagas cada grupo conquista. Por isso,
candidatos com votação superior à de alguns eleitos podem ficar de fora.
Na
disputa pela Alepe, alguns dos nomes que receberam votações expressivas não
conseguiram uma das 49 cadeiras.
Entre
eles estão Doriel Barros (PT), com 46.190 votos; Diogo Moraes (PSB), com
46.029; Claudiano Martins Filho (PP), com 44.565; Henrique Queiroz Filho (PP),
com 39.268; e Romero Sales Filho (PSD), com 38.100 votos.
Também não conseguiram uma cadeira nomes como William Brígido (PSD), com 29.506 votos; Mário Ricardo (Podemos), com 15.731; e Rebeca Lucena (Podemos), com 24.078 votos.
A lista de candidatos que não chegaram à Assembleia é maior e inclui centenas de nomes. Ao todo, a base de resultados registra 487 candidaturas para deputado estadual em Pernambuco, diante das 49 vagas disponíveis.

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A disputa pelas 25 vagas de Pernambuco na Câmara dos Deputados também deixou nomes conhecidos fora da próxima bancada. Entre os candidatos mais votados que não conseguiram uma cadeira estão Miguel Coelho (União Brasil), com 102.595 votos; Renildo Calheiros (PCdoB), com 74.296; Lucas Ramos (PSB), com 71.964; Edilson Tavares (PP), com 71.471; Sargento Almeida (PSD), com 62.260; e Daniel Coelho (PSD), com 59.976 votos.
Também ficaram fora da Câmara Coronel Meira (PL), que recebeu 55.542 votos; Pastor Eurico (PSDB), com 36.503; Fernando Rodolfo (PRD), com 15.394; e Socorro Pimentel (PSD), com 14.448 votos.
No
caso dos deputados que buscavam a reeleição, cinco parlamentares que estavam na
Câmara não conseguiram renovar o mandato, sendo eles o Pastor Eurico, Coronel
Meira, Lucas Ramos, Renildo Calheiros e Fernando Rodolfo.
Quem teve menos votos?

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Além dos nomes conhecidos que ficaram fora das Casas legislativas, a eleição também registrou candidaturas com votações muito baixas.
Na
disputa para deputado estadual, Luis Augusto (Mobiliza) e Mouracia (Mobiliza)
terminaram a apuração com zero voto computado, segundo os dados do TSE. Os dois
aparecem na situação de não eleitos. No caso das duas candidaturas, os
registros indicam ainda a destinação dos votos como “anulado sub judice”, o que
aponta que havia uma questão judicial relacionada à validade dos registros.
Entre os candidatos a deputado estadual com votos computados, a lista oficial registra números também muito baixos. Ana Alaíde Costa Monclair e Verônica Maria Silva dos Santos tiveram cinco votos cada; Josafá Ribeiro da Silva, seis; Sandra Florêncio dos Santos, oito; e Ana Cristina Barros da Luz Albuquerque e Márcio Cardoso de Oliveira, dez votos cada.
Na
disputa para deputado federal, a votação também chegou a patamares de apenas
algumas dezenas de votos. A base de resultados consultada, alimentada pelos
dados do TSE, registra Raquel Emmanuella de Melo Lira Santos e Conceição Ceça
com 21 votos cada, enquanto Fabíola Leite teve 24 votos.
Em Pernambuco, candidatos eleitos para a Câmara receberam entre 59.951 e 261.555 votos, centenas de outros concorrentes terminaram a eleição com votações muito menores. Para a Alepe, os eleitos tiveram entre 32.200 e 146.123 votos.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.